Ciência · alerta

Nuvem de partículas lançada por mancha solar deve se aproximar da Terra nesta semana

Fenômeno pode causar pequenas falhas em satélites e aumentar chance de auroras, segundo monitoramento espacial.

Mancha solar AR4366 fotografada em 2 de fevereiro de 2026, quando estava mais de 10 vezes maior que a Terra. Crédito: Eduardo Schaberger Poupeau via Spaceweather.com
Mancha solar AR4366 fotografada em 2 de fevereiro de 2026, quando estava mais de 10 vezes maior que a Terra. Crédito: Eduardo Schaberger Poupeau via Spaceweather.com

Uma forte explosão registrada no Sol no último fim de semana lançou uma nuvem de partículas carregadas que deve passar próxima da Terra nos próximos dias. O fenômeno está sendo acompanhado por centros internacionais de monitoramento espacial e, até o momento, não há previsão de impactos graves no planeta.

Segundo alertas de observação do clima espacial, a passagem desse material pode provocar alterações leves no campo magnético da Terra, o que, em alguns casos, causa falhas pontuais em satélites e sistemas de comunicação, além do surgimento de auroras em regiões próximas aos polos.

Explosão foi uma das mais fortes dos últimos anos

A atividade solar foi considerada extremamente intensa e está entre as maiores já registradas no atual ciclo de atividade do Sol, período em que o astro apresenta maior número de explosões e manchas em sua superfície.

Mesmo não tendo sido lançada diretamente em direção ao planeta, a força da explosão faz com que parte do material liberado atinja a Terra de forma indireta, o suficiente para gerar atenção por parte dos cientistas.

O Sol passa por ciclos naturais de atividade que duram, em média, 11 anos. Durante os períodos mais ativos, surgem grandes manchas escuras em sua superfície, áreas onde a energia se acumula e pode ser liberada de forma repentina.

Quando isso ocorre, o astro emite rajadas de energia e partículas, que viajam pelo espaço a altíssima velocidade. Dependendo da direção e da intensidade, essas rajadas podem alcançar a Terra.

Mancha solar gigante segue em atividade

A explosão teve origem na mancha solar AR4366, considerada muito instável e com três vezes o tamanho do planeta Terra. Com a rotação do Sol, essa região passou a ficar voltada para a Terra, o que aumenta o risco de novas explosões nos próximos dias.

Crédito: NASA/SDO

Imagens feitas por observadores mostram que a mancha é muitas vezes maior que o planeta Terra e continua liberando energia com frequência, o que mantém os alertas ativos.

Especialistas apontam que, se os efeitos se confirmarem, devem ser leves. Entre as possíveis consequências estão:

  • pequenas interferências em sinais de satélite;
  • oscilações pontuais em sistemas elétricos;
  • maior chance de auroras em regiões do extremo norte do planeta.

Até o momento, não há indicação de prejuízos significativos para a população ou para serviços essenciais.

O comportamento do Sol segue sendo monitorado, já que ele se aproxima do ponto máximo do seu ciclo de atividade. Nesse período, eventos como esse se tornam mais frequentes, exigindo atenção constante das agências espaciais.