Um fragmento de madeira pertencente ao barco pesqueiro Funelli, desaparecido desde 16 de janeiro no litoral de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, foi localizado nesta quinta-feira (5). A peça foi encontrada por pescadores que participam de buscas independentes e traz gravado o nome da embarcação, que tinha pescadores maranhenses entre os tripulantes.
A descoberta renovou a esperança das famílias e intensificou a cobrança por novas diligências oficiais. Desde a suspensão das buscas formais, amigos dos desaparecidos têm se mobilizado por conta própria, retornando ao ponto do último sinal do barco e utilizando redes de arrasto na tentativa de encontrar outros vestígios.
As operações coordenadas pela Marinha do Brasil foram encerradas no dia 27 de janeiro, sem a localização do Funelli ou dos seis tripulantes. Com o novo achado, parentes defendem que as equipes retornem à área para aprofundar as investigações.
Para os familiares, mais do que respostas, há a necessidade de localizar os corpos. “A gente precisa que as buscas sejam retomadas imediatamente, com mergulhadores e equipamentos no fundo do mar, para que eu possa encontrar meu pai e ao menos dar um sepultamento digno”, afirmou Tatiana Silva, filha do pescador Nilton de Jesus.
Inquérito e hipóteses
Entre as possibilidades levantadas está a de que o barco tenha se envolvido em uma colisão com outra embarcação. A Marinha instaurou, no dia 23 de janeiro, um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação para apurar as circunstâncias do desaparecimento.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (5), a Marinha informou que se reuniu com os familiares no dia 27 de janeiro e disponibilizou canais de comunicação para eventuais solicitações. Segundo o comunicado, até o momento não houve novos pedidos formais que motivassem a retomada das buscas, embora o inquérito continue em andamento sob responsabilidade da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro.
Os pescadores haviam saído para uma pescaria de longa duração e são naturais do Maranhão, embora residissem no estado do Rio de Janeiro. Familiares seguem acompanhando as buscas informais e aguardam posicionamentos oficiais sobre o paradeiro dos desaparecidos.
Tripulantes desaparecidos

Nilton de Jesus Silva, 66 anos, mestre da embarcação
Raimundo Nonato Costa dos Santos Filho, 45 anos
Sirlenildo da Silva, 39 anos
Raimundo Nonato do Nascimento, 65 anos
Juarez Serejo da Silva, 33 anos
Raimundo (sobrenome não divulgado)
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