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Estudo associa obesidade a risco 70% maior de morte por infecções

Pesquisa com 540 mil voluntários revela que excesso de peso agrava quadros de gripe, pneumonia e Covid-19, independentemente de doenças crônicas

Maranhão contabiliza 178.537 crianças com obesidade entre 0 e 9 anos em 2025 (Foto: Reprodução)
Maranhão contabiliza 178.537 crianças com obesidade entre 0 e 9 anos em 2025 (Foto: Reprodução)

Um estudo conduzido pela University College London (UCL) e publicado nesta segunda-feira (9) na revista científica The Lancet aponta que a obesidade é um fator determinante na gravidade de doenças infecciosas. Segundo os dados, indivíduos obesos possuem um risco 70% maior de hospitalização ou morte por infecções em comparação a pessoas com IMC saudável (18,5 a 24,9). Nos casos de obesidade grave (IMC \ge 40), a probabilidade de desenvolver quadros críticos chega a ser três vezes superior.

A análise acompanhou mais de 540 mil participantes do Reino Unido e da Finlândia ao longo de 14 anos, avaliando 925 tipos de doenças. Os pesquisadores identificaram que a obesidade agrava significativamente condições comuns, como gripe, pneumonia, infecções urinárias e gastroenterites.

Curiosamente, o estudo não encontrou a mesma correlação de risco aumentado para casos de HIV e tuberculose. Um dado positivo revelado é que a perda de peso reduz o risco de infecções graves em cerca de 20%.

Embora a obesidade não facilite a contaminação em si, ela compromete a recuperação devido à inflamação crônica e ao funcionamento menos eficiente do sistema imunológico. Os autores ressaltam que a obesidade é responsável por aproximadamente 10% das mortes por infecções globalmente.

Diante disso, os cientistas reforçam a necessidade de políticas públicas de prevenção e orientam que a vacinação em dia é a estratégia mais eficaz para reduzir a letalidade em pacientes com excesso de peso.

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