O Moto Club vivencia uma das fases mais conturbadas e delicadas de sua trajetória recente. Após encerrar sua passagem pelo Campeonato Maranhense, o time rubro-negro viu a situação administrativa se agravar com a saída do vice-presidente Vitor Sardinha, oficializada junto ao Conselho Deliberativo.
Em texto direcionado Conselho, o vice-presidente destacou que sua decisão foi motivada por divergências significativas quanto à condução estratégica e administrativa da instituição. De acordo com ele, há incompatibilidades no modelo de gestão, na forma de tomada de decisões e na comunicação interna.
Sardinha também ressaltou que os métodos atualmente adotados não refletem a tradição e a dimensão histórica do Moto Club. Com a renúncia, o ex-dirigente segue apenas como membro do Conselho, deixando Artur Cabral à frente do Executivo sem a presença de seu vice na diretoria.
A presença e liderança de Artur Cabral também passou a ser questionada. Conselheiros oficiais do clube teriam protocolado um abaixo-assinado solicitando à mesa diretora do Conselho Deliberativo a convocação de uma Assembleia Geral para debater o possível afastamento do mandatário.
A mobilização ganhou respaldo de lideranças de torcidas organizadas, que formalizaram apoio ao movimento. Nos bastidores, o ambiente político é visto como um dos mais turbulentos dos últimos anos.
A crise dentro do Papão do Norte ganhou aspectos ainda mais graves após a manifestação pública do volante Jair. Em texto publicado nas redes sociais, o jogador revelou a existência de salários atrasados e criticou a postura da diretoria, destacando falta de respeito com atletas e funcionários do time.
