Polícia · execução

Vítimas de tiroteio que matou ex-delegado viveram cenas de terror

Mulher já recebeu alta, mas jovem de 20 anos precisa de cirurgia e usará fixador externo na perna, conta familiar

Vítimas de tiroteio que matou ex-delegado viveram cenas de terror

O tiroteio que resultou na morte do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, deixou duas pessoas feridas: uma tia de 33 anos e seu sobrinho de 20 anos. O ataque ocorreu na noite de segunda-feira (15/9) no bairro Mirim, em Praia Grande, no litoral paulista. A mulher foi atingida na perna por dois disparos de fuzil. Uma das balas ficou alojada, mas já foi removida, e ela recebeu alta. O jovem, no entanto, precisará passar por uma cirurgia na canela e continua internado.

De acordo com uma parente das vítimas, que não quis se identificar, o jovem terá que usar um fixador externo circular, conhecido como “gaiola”, para tratar a fratura óssea complexa. A familiar descreveu a experiência como um “filme de terror”, lamentando o ocorrido e afirmando que a família está tentando superar o trauma.

Nascida em Santos, a família se mudou para a Praia Grande em 1991. A tia e o sobrinho estavam na porta de casa quando os veículos em alta velocidade passaram atirando.

Execução de Ruy Ferraz Fontes

O ex-delegado Ruy Ferraz Fontes foi morto após ter o carro alvejado por criminosos. Uma câmera de segurança registrou o momento em que Fontes capotou o veículo e, em seguida, foi alvo de dezenas de disparos de fuzil. Segundo o boletim de ocorrência, os dois carros usados na execução foram roubados em São Paulo.

Um dos veículos, pertencente a uma empresa de defensivos agrícolas, foi encontrado incendiado. O outro, de uma seguradora de automóveis, foi localizado no Jardim Quietude, com um carregador de fuzil e cápsulas deflagradas nas proximidades. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) vai investigar o caso.

Uma das linhas de investigação aponta para a possível participação de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), mas a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não descarta o envolvimento de agentes públicos. Após o crime, o secretário Guilherme Derrite enviou mais de 100 policiais para a região.

O corpo de Ruy Ferraz Fontes foi velado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e o sepultamento está marcado para às 16h no Cemitério da Paz. A Prefeitura de Praia Grande decretou luto oficial de três dias.

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