Nesta terça-feira, 26 de agosto, a Defensoria Pública do Estado e a ASCAMARI (Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Imperatriz) promoveram uma audiência pública sobre justiça climática, reunindo lideranças, autoridades e representantes da sociedade civil.
Uma das vozes mais marcantes do encontro foi a de Maria da Paz, fundadora e integrante do grupo de apoio da ASCAMARI, que atua há 15 anos na organização. Em sua fala, ela destacou a importância do evento para discutir a realidade dos catadores e os desafios que envolvem o futuro da coleta seletiva e do aterro sanitário da cidade.
“Solicitamos essa audiência com a Defensoria Pública e com a Comissão de Meio Ambiente da Câmara justamente para tratar da situação dos catadores e também dos seus direitos e deveres. Estamos preocupados porque o aterro sanitário está praticamente parado e não sabemos como ficará a situação dos trabalhadores do lixão”, afirmou.
Maria da Paz lembrou ainda que a ASCAMARI realiza um trabalho essencial para Imperatriz, voltado para a limpeza urbana e a saúde coletiva, mas que muitas vezes não recebe o devido reconhecimento.
“Não são catadores de lixo, são agentes ambientais. Se não fosse o trabalho deles, como estariam nossos rios e a cidade? Os catadores merecem mais atenção e respeito, porque também cuidam de Imperatriz”, ressaltou.
Sobre a situação do Aterro Sanitário, Maria da Paz informou que a obra está paralisada após a interrupção das atividades da empresa responsável, e que uma nova licitação deverá ser aberta, o que pode atrasar ainda mais a conclusão do projeto.
A audiência reforçou a necessidade de políticas públicas de apoio à categoria e de maior valorização social e institucional dos catadores, fundamentais para a construção de uma cidade mais sustentável e inclusiva.
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