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Conheça as principais reações à 3ª dose da vacina da Pfizer

Apesar dos poucos efeitos adversos, a chance de uma internação pela covid-19 é 257 vezes maior do que ter uma reação grave à vacina.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa) autorizou vacinas pediátricas da Pfizer e a CoronaVac, que devem ser aplicadas em duas doses. (Foto: Reprodução)

Segundo dados do Ministério da Saúde, 34 milhões de pessoas já tomaram a dose de reforço da vacina contra covid-19, que geralmente é do imunizante da Pfizer. As pesquisas, dados disponíveis e vários especialistas indicam que a vacina é segura e importante para proteger contra a variante ômicron, em alta no país. Mas, como qualquer vacina e qualquer medicamento, o imunizante da Pfizer pode provocar efeitos adversos em algumas pessoas, uma reação natural do sistema imunológico.

As reações mais comuns são dor no local da aplicação, dor no corpo, dor de cabeça e até mesmo febre. De acordo com Lucas Albanaz, clínico geral e coordenador da Clínica Médica do Hospital Santa Lúcia Norte, os eventos observados na aplicação da Pfizer são semelhantes ao das outras vacinas e da primeira e segunda dose.

“Não só a vacina da Pfizer como as outras estão suscetíveis a reações adversas, que em sua grande totalidade são leves, como dor de cabeça, náusea, dor no corpo”, explica. A própria bula da Pfizer aponta quais reações podem ocorrer, e são comuns em até 48 horas após a imunização. O mesmo vale para as crianças.

O que fazer nesses casos

Caso a reação não passe após esse período, Lucas Albanez recomenda que a pessoa procure o serviço médico. “Caso os sintomas perdurem é importante procurar o serviço hospitalar para avaliação. Às vezes a pessoa está achando que é uma reação da vacina, mas ela já estava com um vírus incubado e está manifestando uma infecção”, alerta.

Casos de reações adversas graves são raras. Quando alguma acontece, o Ministério da Saúde e a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) investigam se há alguma relação com a vacina. De acordo com a bula da Pfizer, em raríssimos casos, em torno de 0,01% a 0,1% das pessoas vacinadas, pode ocorrer paralisia facial aguda.

Proteção supera riscos 

De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em novembro, a chance de uma internação pela covid-19 é 257 vezes maior do que ter uma reação grave à vacina. Segundo os dados, só foram registradas 5,1 casos de eventos adversos graves a cada 100 mil doses aplicadas, o que é apenas 0,005% das pessoas que tomaram algum dos imunizantes. Nenhuma morte foi registrada com relação a vacina da Pfizer no Brasil.

Reações esperadas segundo a bula da Pfizer

Reações muito comuns (em até 10% das pessoas)

  • Dor e inchaço no local da vacinação;
  • cansaço
  • dor de cabeça
  • diarreia;
  • dor muscular;
  • dor nas articulações;
  • calafrios;
  • febre.

Reações comuns (entre 1% e 10% das pessoas)

  • vermelhidão no local de injeção;
  • náusea e vômito.

Onde notificar

Caso a pessoa tenha alguma reação adversa após a vacinação, ela pode notificar a Anvisa por meio de um formulário. Os profissionais de saúde também podem registrar os casos ao Ministério da Saúde por meio do e-SUS Notifica.

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