SAÚDE

Confira os tipos de máscaras mais adequados para se proteger da covid-19

Equipamentos de proteção individual (EPIs) de modelo PFF-2 e N95 são os mais recomendados.

Reprodução

O uso adequado de máscaras de proteção se tornou cada vez mais importante diante do aumento de casos de covid-19 no Brasil. Isso porque a nova cepa Ômicron é mais infecciosa, apesar de ser menos letal, conforme indicam autoridades sanitárias. Para orientar a população sobre a eficácia e uso correto de cada Equipamento de Proteção Individual (EPI), especialistas foram ouvidos para orientarem sobre os cuidados com a saúde durante esta fase da pandemia de covid-19.

Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o infectologista Julival Ribeiro explica que as máscaras PFF-2 e N95 são as mais recomendadas para a proteção contra o novo coronavírus. “Além de prevenir a contaminação ou a infecção pelas gotículas em locais com aglomerações, como em transporte público, elas também previnem infecções por aerossóis, que são partículas menores do que as gotículas, e que podem permanecer no ar por alguns minutos em um ambiente fechado, por exemplo”, esclarece.

Diretor-geral do Hospital de Base do DF (HBDF), Julival conta que a máscara cirúrgica, também conhecida como descartável, previne apenas a infecção por gotículas. “Ela não tem atuação em relação aos aerossóis, e também não se fixa tão bem na nossa face, com a lateral não muito ajustada”, analisa. “O recado final que eu deixo é que a melhor maneira de se prevenir contra a covid-19 é usar a máscara”, destaca.

Mesmo com a vacina contra a covid-19 disponível, a empresária Mônica Alves reconhece que não é o momento para flexibilizar os cuidados contra o vírus, porque sempre teve medo de se infectar. “Sigo me cuidando, não só por mim, mas pela minha família também”, afirma a moradora de Arniqueira, que tem um marido com diabetes. “Sei o quanto é arriscado para alguém nas condições dele”, complementa.

Questionada sobre o novo decreto do uso obrigatório de máscaras em locais abertos, Mônica diz que não vai mudar o hábito de se proteger em público. “Quanto às festas, entendo que temos que voltar ao velho normal, mas isso requer um tempo e cuidados também”, opina. Ela aconselha à população a seguir as orientações sanitárias à risca para a situação possa melhorar. “Se a gente se cuidar, isso vai ter um fim logo”, finaliza a empresária.

(foto: Thiago Fagundes)

Epidemiologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), Wildo Navegantes orienta que as pessoas não deixem de usar as máscaras, mas para as que têm menos condições financeiras, que troquem as máscaras com maior frequência durante o dia. “A de pano, por exemplo, umidifica mais rápido, e precisaria de várias trocas, com duas ou três de reserva”, explica. Para ele, as pessoas que saem cedo de casa e voltam tarde, precisam identificar o desgaste do objeto. “A máscara umedecida é um sinal de que ela está na hora de ser trocada, também quando está muito amassada”, alerta.

Professor de epidemiologia no Programa Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências da Saúde da UnB, Wildo sugere que, para auxiliar no controle sanitário, os restaurantes deveriam oferecer papel para os clientes guardarem as máscaras. “O ideal é o mesmo papel que oferecem em padarias, e não o de plástico, que retém mais umidade, porque o de papel favorece a secagem mais simples”, aconselha o especialista. 

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