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Justiça

Veja a cronologia dos fatos e o que se sabe até aqui sobre o caso Mariana Costa

A publicitária foi morta no dia no dia 13 de novembro de 2016, dentro do apartamento em que morava no bairro Turu, em São Luís.

Mariana Costa. (Foto: Aquivo Pessoal)

Nesta segunda-feira (30), será julgado em São Luís, o empresário Lucas Leite Ribeiro Porto, réu confesso de Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, morta no dia no dia 13 de novembro de 2016, dentro do apartamento em que morava, na avenida São Luís Rei de França, no bairro Turu, em São Luís.

Mariana Costa, filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente da República, José Sarney, foi violentada sexualmente e assassinada por asfixia. O crime teria sido motivado por uma paixão incontida por parte do acusado, que na época, era casado com a irmã da vítima.

Lucas Porto. (Foto: Divulgação)

Após o corpo de Mariana Costa passar por perícia, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a vítima foi morta por asfixia, sendo estrangulada e sufocada com a ajuda de um travesseiro.

Em 14 de novembro de 2016, a polícia viu em imagens de câmeras de segurança do prédio onde Mariana Costa morava que Lucas Porto esteve por duas vezes no condomínio no dia em que a vítima foi morta. O empresário teve uma prisão preventiva decretada, sendo apontado como principal suspeito do crime.

Lucas Porto foi ouvido pela Superintendência de Homicídios e Proteção a Pessoa (SHPP) e em seguida, encaminhado para o Centro de Triagem do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. No mesmo dia, o corpo de Mariana Costa foi sepultado no cemitério Parque da Saudade, no bairro Vinhais, na capital maranhense.

Em 16 de novembro de 2016, Lucas Porto confessou que havia matado Mariana Costa, em depoimento à Polícia Civil. De acordo com ele, a motivação do crime seria uma atração que ele tinha pela vítima. Em coletiva de imprensa, a Polícia Civil afirmou que os exames realizados na vítima confirmam que ela havia sido violada sexualmente antes de ser morta.

A polícia seguiu fazendo as investigações, ouvindo familiares e vizinhos de Mariana Costa. Ainda segundo a polícia, na época, Lucas Porto teria tentado destruir provas que o ligassem a cena do crime, como ligações do celular e as roupas usadas no dia.

Já em 17 de novembro de 2016. as roupas que Lucas Porto usou no dia do homicídio de Mariana foram entregues à polícia pelos familiares dele.

Em 1º de dezembro de 2016, a 4ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís recebeu a denúncia feita pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) contra Lucas Porto, pelos crimes de estupro e homicídio qualificado.

Em 16 de março de 2017, foi feita a primeira audiência do caso no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís. A defesa de Lucas Porto alegou que ele sofria de problemas mentais. A foi hipótese descartada pela irmã de Mariana e ex-esposa do suspeito.

Em 31 de março de 2017, a Justiça negou o pedido de habeas-corpus da defesa de Lucas Porto, que estava preso desde novembro de 2016, em São Luís. A defesa alegava que o acusado sofria de problemas mentais.

Em 19 de maio de 2017, foi realizada em segunda audiência de caso. O processo chegou a ser suspenso para que uma perícia médica de avaliação mental de Lucas Porto fosse realizada.

Entre os dias 18 de agosto a 5 de outubro de 2017, Lucas Porto passou por histórias médicas de sanidade mental no Hospital Nina Rodrigues, em São Luís, a um pedido da defesa do acusado.

Em 22 de dezembro de 2017, a Justiça negou um pedido de prisão domiciliar de Lucas Porto feito pela defesa.

Em 16 de maio de 2018, o laudo de insanidade mental feito em Lucas Porto comprovou que ele foi “completamente responsável pelos atos que praticou”.

Já em 25 de outubro de 2018, o juiz da 4ª Vara do Tribunal do Júri, José Ribamar Goulart Heluy Jr., decidiu que Lucas Porto seria levado a um júri popular.

Em 13 de novembro de 2018, um dado da morte de Mariana Costa virou o símbolo de luta contra a violência com a criação do Dia Estadual de Combate ao Feminicídio no Maranhão. Um projeto foi criado para ajudar as famílias de mulheres que foram mortas ou que receberam uma violência.

Em 24 de novembro de 2020, o juiz José Ribamar Goulart Heluy aceitou um pedido da defesa e decretou segredo de justiça no caso. Segundo o juiz, os documentos de outro processo, sobre o incidente de insanidade mental de Lucas Porto, contém informações pessoais dos familiares do acusado.

Em 15 de dezembro de 2020, o julgamento de Lucas Porto foi marcado para o dia 24 de fevereiro de 2021.

Já em 22 de fevereiro de 2021, a Justiça adiou a realização do julgamento do caso, pois a defesa de Lucas Porto havia pedido à justiça a realização de uma perícia, que não seria concluída a tempo, o julgamento precisou ser adiado. A nova data foi marcada para hoje, 24 de maio de 2021.

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