EMBRÓGLIO

Clandestinos vão ficar presos em Pedrinhas

Os cinco africanos que chegaram de forma clandestina devem ficar presos em Pedrinhas até que o caso seja finalizado. Existe a possibilidade de serem deportados.

Foto: Reprodução

Os cinco africanos (sendo quatro de nacionalidade nigeriana e um camaronês), que foram encontrados que no último domingo (18), em um compartimento no fundo do navio Hawk I, embarcação com bandeira das Ilhas Marshall, nas proximidades do Porto do Itaqui, em São Luís foram encaminhados para uma cela do Complexo Prisional de Pedrinhas.  A informação foi confirmada durante uma coletiva de imprensa foi realizada na manhã desta segunda-feira (19) pela Polícia Federal. .

O delegado Robério Chaves revelou que o encaminhamento deles para Pedrinhas se deu por conta, dos africanos teream colocado a embarcação estrangeira em risco ao não deixar a embarcação de praticagem se aproximar para fazer a manobra de atracação. Provavelmente os cinco clandestinos devem ficar em uma cela separada até que o caso seja finalizado. Ainda não se sabe se eles vão ser deportados ou serão considerados refugiados e abrigados no Maranhão.

Capitania se pronunciou sobre o caso

A Capitania dos Portos informou que grupo viajava de forma clandestina e foi encontrado na máquina do leme, um compartimento que fica nas bombas que direcionam o leme da embarcação. Ainda de acordo com a Capitania dos Portos, a manobra de atracação do navio teve quer ser suspensa, pois os africanos não estavam deixando o prático (profissional que assessora o atracamento do navio) subir para fazer a manobra de atracação no Porto do Itaqui. A Polícia Federal foi acionada para intervir na situação, sendo que recolheu os cinco clandestinos, que foram encaminhados para a sede da PF, localizada no bairro da Cohama.

Os africanos

Durante a coletiva, foi informado que os cinco prestaram depoimento se identificando. Eles tem idades entre 25 e 30 anos e pretendiam seguir para Europa ou Canadá. Os clandestinos revelaram que entraram no navio quando ele estava na Nigéria. Eles entraram por uma abertura que fica próximo a hélice e o leme, mas não suportaram o frio e no terceiro dia de viagem se apresentaram à tripulação da embarcação.

Logo de imediato, a tripulação do Hawk I comunicou à Marinha brasileira a existência de cinco pessoas que não faziam parte do grupo oficial do navio. Quando a informação de que a embarcação iria para o Brasil e mais precisamente para o Porto do Itaqui, em São Luís, os africanos continuaram com o comportamento tranquilo,  mas no momento em que chegaram na costa maranhense e foram avisados, os ânimos dos clandestinos ficaram mais exalatados, pois tinham receio de serem deportados para o país de origem.

Destino da embarcação

O navio Hawk I transporta cobre e antes de chegar ao Maranhão havia atracado em Lagos, na Nigéria. Após o incidente, o navio ficou recluso próximo ao Porto do Itaqui para investigações, e será abastecido de cobre para seguir viagem com destino a Porto Huelva, na Espanha.

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