POLÍTICA

Flávio Dino diz que Maia e Alcolumbre “têm o seu respeito”

“Eles entendem que imposições não funcionam”, explicou Flávio Dino, louvando o “esforço” dos presidentes da Câmara “mesmo que não concorde 100% com o que defendem”

Foto: Marcos Corrêa/Divulgação Presidência

Em meio à tramitação da reforma da Previdência, o governador Flávio Dino (PCdoB) teceu elogios a Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente – e ambos do DEM. “Eles sabem que imposições não funcionam. Por isso, têm meu respeito. Mesmo não concordando 100% com o que defendem”, publicou Dino na quarta-feira (3) em sua conta do Twitter.

“Sem ponderação e diálogo não se aprova reforma alguma no Brasil. Louvo o esforço dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre. Eles entendem que imposições não funcionam. Por isso, têm o meu respeito, mesmo que eu não concorde 100% com o que defendem”, diz a publicação.

Apesar de ter sido lançado como base do presidente da República eleito, o DEM é um dos partidos que compõem a frente governista, pró-Flávio Dino, no Maranhão. As duas legendas são, na teoria, oposição no âmbito nacional, mas parceiros no estadual.

À epoca das eleições para a Câmara e Senado, a oposição rachou. De um lado, o bloco liderado pelo PT e PSOL declarou apoio a Freixo; do outro, PCdoB e PDT apoiaram os demistas indicados pelo próprio governo Bolsonaro, o que fez Flávio Dino e Ciro Gomes receberem críticas da frente de esquerda.

A explicação do líder pecedebista sobre o apoio foi pautada no diálogo entre as partes, mesmo que distintas ideologicamente. “A gente não pode ficar só conversando com a gente mesmo”, disse, sobre a oposição. A justificativa é a mesma utilizada pelo governador para justificar sua reunião com o ex-presidente José Sarney, ocorrida na semana passada.

Por conta de instabilidades do Governo Federal, o DEM – considerado ‘centrão’, fatos de ‘desempate’ por ter maioria de eleitos nas Casas – tem se distanciado da base do PSL de Jair Bolsonaro. Em junho, em entrevista à Folha de S. Paulo, Alcolumbre disparou: “eu não preciso gostar do Bolsonaro nem ele gostar de mim. Mas ele vai ter que me aturar dois anos na presidência do Senado”.

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