Caso Samir Ewerton

Polícia encaminha à justiça inquérito contra radialista

Samir Ewerton é acusado de assédio sexual contra colegas de profissão e estagiárias. Nove mulheres prestaram depoimento

Reprodução

A Polícia Civil concluiu ontem, 15, o inquérito policial que apura as denúncias de assédio sexual relatadas contra o radialista Samir Ewerton. Nove mulheres compareceram na DEM afirmando terem sido vítimas do assédios do radialista.

Ouvido na última quarta-feira, Samir confirmou ter entrado em contato as mulheres, entre elas colegas de profissão e estagiárias, mas negou tê-las assediado por meio de mensagens. Segundo informações das vítimas, ele estaria propondo o conhecido “teste do sofá” em troca de supostas vagas para uma emissora nova no estado, a TV Metropolitana.

Segundo o acusado, seu celular foi extraviado à epoca, quando seu carro foi inundado na Estrada do Itapiracó, e que o aparelho só foi encontrado pelo mecânico quatro dias depois. Em seu depoimento ele alegou que as mensagens foram enviadas por terceiros durante esse período e não por ele.

No entanto, as informações prestadas por ele foram refutadas por meio do inquérito, que apurou o envio de mensagens não só para as vítimas, como também para um grupo da rádio onde trabalhava, com informações que somente ele teria conhecimento.

Ainda na tarde desta quinta-feira, o caso foi encaminhado à Justiça, a qual tomará as medidas cabíveis.

Leia também: Assédio: por que as mulheres silenciam?

Relembre o caso

As acusações contra o radialista Samir Ewerton foram iniciadas através de um post da jornalista e escritora Lohanna Pausini, que, além de relatos publicados em seu blog, compartilhou imagens de conversas de teor sexual e insinuativo da parte do comunicador. Após enviar um e-mail com o currículo em busca da suposta vaga de emprego na emissora, a profissional foi contatada pelo radialista via WhatsApp.

A denúncia abriu espaço para outras tantas: dezenas de profissionais da comunicação relataram assédios sofridos por Samir. Grupo formado na web já conta com 45 mulheres que se solidarizam e compartilham as situações vividas de longa data. Uma profissional de comunicação relatou que foi abordada online por Samir, que afirmou que estava trazendo uma TV para a cidade, e queria uma imagem boa para a emissora. “Um dia eu fui trabalhar no Castelão, e ele propôs que ficasse comigo, que aí ele abriria várias portas pra mim, mas eu disse que se quisesse ficar com alguém, eu não viria trabalhar, então eu tratei ele mal”, relatou a vítima a O Imparcial.

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