TURISMO

Mercado das Tulhas: Um mundo de histórias e coisas

O Mercado das Tulhas, Casa das Tulhas ou Feira da Praia Grande é um dos principais pontos turísticos do Centro Histórico visitados por 10 entre 10 turistas

Reprodução

“Se você vier a São Luís e não visitar a Feira da Praia Grande, você não veio”. Quem fala isso é a administradora Alda Castro, de São Bernardo do Campos (SP). Primeira vez em São Luís, a turista diz que está adorando tudo. “A diversidade de coisas, a cultura, os produtos artesanais. Gostei de tudo e da próxima vez trarei a família inteira para visitar”, conta.
Alda está desde o início da semana com um grupo de turistas em excursão. Depois de visita a alguns pontos da cidade, ela diz que a Feira da Praia Grande é um local pitoresco. “Tem de tudo, né? Esses artigos que só tem aqui, as coisas típicas da cidade. Um local bem agradável”, elogia.

A Feira da Praia Grande, construção datada do século 19, fica bem no centro do bairro de mesmo nome ocupando uma edificação retangular. Dezenas de lojistas instalados em quiosques comercializam produtos típicos da região, como doces, licores, cachaças, tiquira, temperos, panelas de ferro e de alumínio, artesanatos… Ocasionalmente, nos fins de tarde das sextas-feiras, há apresentação de tambor de crioula, ou uma roda de pagode.

A história do mercado se confunde com a de São Luís, servindo a sua construção de ponto de encontro dos ludovicenses e grande local de visitação dos turistas.
“Aqui, graças a Deus, vem muito turista. Por isso que a gente precisa preservar e garantir que isso seja preservado, porque faz parte da história e da cultura do Maranhão”, comenta o vendedor Marcone Soares, há 20 anos no local. “Às vezes, as pessoas nem compram, mas é um ponto de encontro, as pessoas vêm, conversam, fazem um lanche”, completa Marcone.

Encontramos o professor Joany Fonseca na barraca do seu Marcone. Natural do Amapá, ele veio a trabalho, mas jamais deixaria de conhecer a Feira. “Tem que vir, né? Conhecer a estrutura, os produtos. Aqui tem coisas bem mais em conta que os produtos lá de fora, por exemplo, o camarão. Fora que tem uma variedade grande de coisas que não temos lá fora”.

Além de professor, Joany também é formado em administração. Encantado com a cidade, ele diz que pode reviver o que estudou na escola. “É uma parte da história do Brasil. Andando e vendo essa arquitetura, você lembra o que estudou, lembra da história do Maranhão. É um aspecto muito importante e que precisa ser visitado”, conta.

No centro de uma edificação, quem está de fora não imagina o mundo de coisas que se encontra lá dentro. De camarão, passando pela tiquira, vestuário, até um sebo de livros, tudo se acha lá. “Acha também uma boa história e um bom papo”, comenta o vendedor Marcone.

HISTÓRIA

Construída no início do século XIX, a Casa das Tulhas era um conjunto de barracas destinadas a celeiro público, local onde o lavrador guardava e vendia os gêneros a serem comercializados. Em 28 de julho de 1855, a Companhia Confiança, com a licença da Câmara de São Luís, demoliu a Casa das Tulhas para erguer em seu lugar o Mercado da Praia Grande.
O mercado possui pontos comerciais em todo seu entorno. São lojas, restaurantes, bares, lojas de artesanato, ateliê de pintura.
A Casa possui quatro entradas para acesso: sendo as principais pelas ruas da Estrela e Portugal, e outras duas com laterais para o Centro de Criatividade Odylo Costa Filho e Câmara Municipal de São Luís. “É impressionante porque parece um labirinto, mas com quatro saídas”, afirma a estudante Daniela Cristina Santos. Na parte interna, quiosques, boxes, bancadas e barracas vendem todo tipo de produto, principalmente os ligados à gastronomia. Lanchonetes também são bastante frequentadas por trabalhadores da área, moradores ou visitantes. “Quando vier com o restante do pessoal, vamos comer a juçara. Porque só conheço açaí”, comenta Alda Castro, a turista de São Paulo.

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