Parte de um imóvel antigo desabou na tarde deste domingo, 25, na Rua Celso Magalhães, na região do Centro de São Luís. O prédio ficava localizado ao lado da sede da Superintendência Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).
Após uma manhã de intensas chuvas, por volta das 12h30, moradores do entorno e do bairro do Diamante, sentiram um tremor seguido de um barulho. Assustados, eles ainda tentaram se aproximar do prédio para verificar se haviam vítimas. O Corpo de Bombeiros foi acionado para ajudar a conter a situação. Uma parte da estrutura do móvel caiu e os escombros invadiram um prédio ao lado, onde funciona uma gráfica.
Agentes da SHPP disseram que o tremor foi forte e que objetos chegaram a cair da prateleiras. Felizmente, o desmoronamento não atingiu a sede da superintendência e nos casarões atingidos não havia ninguém, deixando apenas danos materiais.
Segundo um levantamento inicial do Corpo de Bombeiros, o prédio de propriedade particular estava abandonado há cerca de 10 anos, onde antes funcionava uma pousada. Segundo os moradores, não há cobertura e nem telhado há algum tempo, o que pode ter contribuído para o comprometimento da estrutura física por conta de infiltrações provenientes das fortes chuvas dos últimos dias.
A confirmação sobre as causas reais do desmoronamento devem ser concluídas ainda hoje, 26, através de laudo técnico da Defesa Civil.
Até o momento da publicação desta reportagem, a prefeitura de São Luís não respondeu sobre o monitoramento do imóvel e seus entornos dentro do mapa de áreas de risco da capital. No entanto, o mapa foi atualizado no último mês de janeiro por meio de vistorias realizadas pela Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc), com o auxílio da Defesa Civil Municipal.
Segundo relatório divulgado pelo órgão, em 2018, sete áreas antes consideradas de alto e médio risco passaram a ser consideradas de baixo risco e apenas 22 casarões foram notificados por apresentar risco de desabamento.





