ECONOMIA

Porto do Itaqui cresce 12% e movimenta cerca de 19 milhões de tonadas

Movimentação de cargas deve chegar perto de 19 milhões de toneladas, com crescimento que ultrapassou os 70% nas operações com grãos e os 60% só com a soja

Foto: Reprodução

O Porto do Itaqui deve fechar o ano com um volume próximo de 19 milhões de toneladas de cargas movimentadas, o que equivale a mais de 12% sobre a movimentação registrada em 2016. Se levarmos em conta somente a exportação de grãos (soja, milho e farelo de soja), esse índice chega a mais de 71% em relação ao mesmo período do ano passado. As operações com milho subiram 176% e a super safra da soja representou um aumento de 55% no escoamento desse grão pelo Itaqui.

A projeção é chegar ao fim de 2017 com 8,2 milhões de toneladas de grãos movimentadas, sendo 6,2 milhões de toneladas somente de soja. Houve, ainda em junho, recorde histórico de movimentação do grão em um único mês, com 1.150.776 toneladas movimentadas. A produtividade também atingiu recorde, com 65 mil toneladas de grãos em 24h no pico da safra enquanto o tempo de espera dos navios se manteve baixo em relação ao volume de carga movimentada, com 31 horas em média.

“Este foi um ano de recuperação de cargas, principalmente do agronegócio, tão importante para o Maranhão e para toda a região Centro-Norte do país. Muitas obras foram realizadas, tanto no Porto do Itaqui, para atender demandas de segurança e produtividade, quanto para atender os passageiros nos terminais de ferryboat. Foi também um ano desafiador no cenário econômico brasileiro de incertezas, mas mantivemos a rentabilidade preservada, o que faz do Itaqui um porto sustentável, capaz de manter o seu programa de investimentos”, avalia o presidente da Emap, Ted Lago.

Os números são positivos também nas cargas importadas. A movimentação de etanol subiu 225%, as operações com arroz registraram aumento de 93%, a escória e clínquer de cimento foi 29% maior e as cargas de fertilizante e de combustíveis para o mercado interno tiveram movimentação 11% maior no comparativo com 2016.

Com base em controles sistemáticos da gestão orçamentária, a Emap – Empresa Maranhense de Administração Portuária –, gestora do Porto do Itaqui, atravessou 2017 buscando garantir um bom  nível rentabilidade no negócio, geração de caixa e a execução dos investimentos necessários ao momento de crescimento que vive.

A eficiência da gestão resultou em R$ 54,5 milhões de lucro e margem Ebitda de 42,0%  no resultado acumulado em Nov/17. “Com foco na racionalidade dos gastos e otimização de receitas, estamos mantendo as condições para a permanente expansão e modernização das nossas atividades”, afirma o presidente.

Canteiro de obras

O ano de 2017 marcou o pico da temporada de obras iniciadas em 2016, com desembolso total de R$ 40 milhões em recursos próprios. São serviços de infraestrutura, tecnologia, segurança e ampliação previstos no Plano de Investimentos anunciado pelo governador Flávio Dino em janeiro de 2016.

De 2015 para cá a EMAP investiu R$ 160 milhões em obras de modernização da infraestrutura portuária e serviços de melhorias, além de reformas e manutenção. Somente o custo para prover serviços e manter a infraestrutura portuária dentro da área do porto organizado e terminais externos nesse período chegou aos R$ 42 milhões.

Foram finalizadas e entregues pelo governador a nova unidade de segurança do Terminal de Ferryboat da Ponta da Espera e, no Itaqui, o novo sistema de iluminação da área primária, melhoria no Pátio de Regulação de Carretas e nova estrutura de controle de acesso com a construção de portaria avançada, pavimentação dos pátios de contêineres e a primeira fase de revitalização do sistema de combate a incêndio (do Berço 104 ao 108) e construção de barreiras de contenção dos berços 100 ao 108.

Também foram concluídas as obras complementares para operacionalização do Berço 108, que incluem sistema de esgotamento sanitário, de iluminação e de defensas. O novo berço deve entrar em operação no primeiro trimestre de 2018.

A segunda etapa do sistema de combate a incêndio, que abrange os berços 100 a 103, será concluída em 2018, quando também será entregue o novo Terminal do Cujupe, que fecha o ano com 40% dos trabalhos concluídos. Nos dois últimos meses do ano a obra está concentrada na execução do Terminal de Passageiros, Terminal Rodoviário, Alojamento e Posto da Polícia Militar (PM Box).

Entre os investimentos privados, o destaque do ano foi a prorrogação antecipada dos contratos de arrendamento do Tequimar (Terminal Químico de Aratu) por mais 25 anos, até 2049, o que amplia a capacidade de movimentação de derivados de petróleo no Itaqui, uma carga importante que é responsável por grande parte do ICMS arrecadado no Maranhão.

Próximos investimentos

Serão anunciados ainda neste ano os editais para a instalação de sistema elétrico e recuperação estrutural dos berços que, juntos, somam mais de R$ 45 milhões. E até 2018 serão cerca de R$ 255 milhões, divididos entre investimentos da Emap e recursos federais. “O plano é tornar o Porto do Itaqui cada vez mais eficiente, gerando condições para exportar ao menor custo, o que o torna mais competitivo e consolida sua liderança no Arco Norte do Brasil”, afirma Ted Lago.

Dentro desse prazo está prevista a realização de dois grandes projetos: um terminal de cargas gerais, para operações com celulose, e um terminal de fertilizantes – do programa de licitação do governo federal. Em setembro foi aberto o processo de licitação para construção de um novo berço no Itaqui, que será a maior obra do Governo doMaranhão em volume de recursos, realizada 100% com caixa próprio da Autoridade Portuária e deve gerar cerca de 300 empregos diretos e 150 indiretos. Obras desse porte normalmente são realizadas com recursos federais e ou da iniciativa privada.

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