PROJETO LUAU BORA4

Nando Reis volta a se apresentar em São Luís com projeto Luau Bora4

Em entrevista a O Imparcial, Nando falou do novo álbum, Jardim-pomar, da urgência de viver e atestou que cantar o amor sempre vale a pena

Foto: Reprodução

Nando Reis e sua inseparável banda Os Infernais voltam a São Luís. Felizmente para os fãs, parece ter se tornado tradição a vinda do artista todos os anos para a capital maranhense, sempre com uma novidade. Desta vez, o show trará o projeto Luau Bora4, dia 22, sexta-feira, a partir das 21h, no BoraCay (Avenida Litorânea).

O cantor vai apresentar a turnê do novo álbum, que foi indicado ao Grammy Latino e premiado na categoria Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa. Além, é claro, de vários sucessos da longa carreira iniciada no começo dos anos 1980. A noite terá ainda a banda Soul Reggae e a DJ Sonia Milen.

Em entrevista a O Imparcial, Nando falou do novo álbum, Jardim-pomar, da urgência de viver e atestou que cantar o amor sempre vale a pena. “Algumas das minhas inspirações para compor esse disco foi a procura do amor e a consciência da morte, da finitude da vida. Eu sempre falei de vida, mas ela passa. Acho que agora estou tendo consciência de que ultrapassei metade do tempo que vou viver e é natural que comece a pensar nisso. Quero viver bem”, aponta o artista.

Oitavo álbum de estúdio de sua carreira solo, Jardim-pomar (lançado pelo selo Relicário, de Nando) foi gravado entre Seattle e São Paulo, com 13 músicas. Delas, apenas Concórdia, composta por Nando Reis, já havia sido gravada por Elza Soares em Vivo Feliz, álbum de 2003. Como somos, única música do álbum que traz coautoria, foi feita com o velho parceiro, Samuel Rosa.

Finitude, passagem do tempo, vida, a forma como se vive são pontos reflexivos da obra de Nando Reis, um cantor que fará “um show muito pessoal, para mostrar, além das músicas, Nando Reis por inteiro”, conta Roger Velloso, diretor do espetáculo.

No show, Nando Reis vai apresentar ao público músicas inéditas, como: Só Posso Dizer, Azul de Presunto, Pra Onde Foi, Inimitável, entre outras do novo disco. Além delas, hits como Os Cegos do Castelo, Sou Dela, All Star, O Segundo Sol, Relicário e Marvin, de seus tempos de Titãs.

Ações especiais foram preparadas para a turnê do CD Jardim-pomar. A primeira delas tem a ver com o nome do disco e a preocupação com o meio ambiente, que permeia os pensamentos do cantor. A ideia é distribuir ao público dos shows sementes de árvores nativas de cada bioma do país. Com isso, Nando quer criar consciência ambiental e alertar para a importância de se preservar e plantar.

Ingresso solidário

É possível adquirir o ingresso usando a solidariedade. No “Natal sem fome” da produtora 4Mãos Entretenimento, você doa uma lata de leite em pó e tem 50% de desconto na compra do ingresso de qualquer setor, lembrando que o desconto é no valor do acesso e não do serviço. A promoção é válida apenas na compra de ingressos de inteira.

Seis perguntas para Nando Reis

Foto: Reprodução

O Imparcial – Jardim-pomar leva a uma reflexão sobre a inquietude diante da vida. Qual a sua inquietude?
Nando Reis – Totalmente. As minhas inspirações para esse disco foram basicamente a procura do amor e a consciência da nossa finitude, da morte. Eu sempre falei sobre a vida e a vida é a passagem do tempo.

O Imparcial – Qual a sua inquietude?
Nando Reis – Acho que agora, aos 53 anos, me dei conta de que já ultrapassei a marca da metade do tempo que vou viver. É natural. Como eu digo em Inimitável, se vamos morrer, então vamos tratar de viver. Quero, e sempre quis, viver bem. Não sou daqueles que acredita em vida depois da morte.

O Imparcial – Certa vez você disse que queria viver 100 anos…
Nando Reis – Estou me dando conta que já passei da metade do tempo que vou viver. Por isso, hoje, me preocupo mais com o meu bem-estar. Adoro estar na estrada, mas quero ter tempo para estar em casa também.

O Imparcial – Sobre cuidar, e sobre jardins… O que você plantou? O que está colhendo?
Nando Reis – Plantei e colhi amor.

O Imparcial – O amor… É ele que move as suas composições?
Nando Reis – A música já diz: Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho.

O Imparcial – O que ainda falta plantar e colher?
Nando Reis – Gostaria que as pessoas se preocupassem mais com o meio ambiente. Isso foi um dos objetivos com esse disco também. O que mais me preocupa é a sede pelo dinheiro e pelo poder que move o mundo e não permite que as pessoas vivam com dignidade.

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