NEGÓCIOS

Ludovicenses vão às compras de fim de ano

De acordo com pesquisa da Fecomércio, 69,6% dos consumidores pretendem comprar algum presente

Foto: Luís Furtado

Com pouco mais de uma semana para o Natal, o comércio da Rua Grande está efervescente. Muitas pessoas percorrem as lojas em busca do presente ideal com o preço pretendido. Para as pessoas mais próximas, alguns consumidores não medem esforços e fazem questão de comprar algo especial.

Normalmente as pessoas relacionam presentes apenas àqueles que atendem aos apelos comerciais ou que têm algum valor financeiro agregado, no entanto, para a maioria, os presentes têm o propósito de homenagear quem os recebe.

Consumidores de diferentes perfis foram às compras. Para eles, a data não pode passar em branco, mesmo que para presentear apenas um grupo selecionado de pessoas.

Thalita Ribeiro, 28 anos, nutricionista, diz que este ano todos os presentes de Natal serão para alegrar a criançada. Ela perdeu as contas dos gastos com presentes, e, em mais de uma incursão às lojas, aproveitou para comprar brinquedos para o filho, sobrinhos e afilhados.

“O Natal é para celebrar o nascimento de Jesus, reforçar a fé. Mas, também, é para alegrar as crianças com presentes para que elas não percam o encanto da data. Preservo as tradições do Natal, especialmente para o meu filho de 3 anos. Acho importante”, relata a nutricionista que está esperando o segundo filho.

Lucélia Oliveira, 27 anos, auxiliar de cozinha, que estava acompanhada do filho de 7 anos, revelou que os presentes especiais que pretende comprar serão voltados para a mãe e outra pessoa que ela considera como mãe. Aos filhos, ela preferiu comprar roupas.

“Comprarei presentes para duas das pessoas mais importantes para mim. Com o orçamento apertado penso em gastar R$ 100,00. Para as crianças eu comprei roupas”, evidencia.

Já a dona de casa Iracema Mendes, de 53 anos, tentou não deixar ninguém da família de fora, neste Natal, e optou por presentear com as famosas lembrancinhas. Entre itens do vestuário e do lar, ela gastou cerca de R$ 200,00.

“Vou presentear meu marido, três filhos, três noras e duas afilhadas. Acho as lembrancinhas até mais importantes que outros presentes mais caros que às vezes nem agradam. Considero fundamental lembrar-se da pessoa e homenageá-la”.

Neste período, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), o comércio de rua pode funcionar de segunda a sábado em horário livre e aos domingos, de 8h às 14h. O setor do comércio tem previsão de fechar o ano com 4% de aumento nas vendas.

Consumo 

Para este Natal, as mulheres, com 71,1% de intenção de consumo, aparecem mais predispostas às compras do que os homens, que indicaram 67,9% de intenção de consumo.

Quanto aos gastos, a pesquisa revela que os homens estão mais dispostos a gastar com a compra do presente, com média de R$ 147,00 contra R$ 137,00 calculado para as mulheres. No entanto, no valor geral das compras, incluindo a comemoração, as mulheres se mostram mais intencionadas aos gastos, com média de R$ 344,00 contra R$ 315,00 indicado para os homens.

O perfil do consumidor que pretende investir mais na compra do presente é constituído pelas pessoas na faixa etária de 21 a 35 anos (R$ 147,00), com ensino superior completo (R$ 153,00) e renda familiar mensal superior a seis salários mínimos (R$ 154,00). Segundo o estudo, 28,0% dos entrevistados afirmam que pretendem comprar apenas um produto e 27,4% diz ter a intenção de adquirir até dois itens para presentear. Com isso, 55,4% dos consumidores, ou seja, mais da metade dos ludovicenses dispostos ao consumo neste Natal, deverão concentrar suas despesas em poucos presentes, elevando com isso o valor desse item em relação ao ano anterior.

A pesquisa mostra que as crianças serão as principais beneficiadas com presentes no Natal deste ano, uma vez que os brinquedos assumiram a liderança nas intenções de compras com 54,2% das indicações dos entrevistados, uma aceleração de 71,5% em relação ao passado quando ocupava a segunda posição na lista de preferência dos consumidores. O segundo lugar deste ano ficou com os calçados com 28,4% das escolhas, seguido dos artigos de vestuário com 20,5%. Os calçados também experimentaram um crescimento de 27,9% na comparação anual, enquanto os itens de vestuário recuaram para apenas um terço das escolhas apresentadas em 2016.

Outros produtos de alto valor agregado, tais como aparelhos de som e imagem, celulares, smartphones, eletroportáteis, relógios, joias, eletrodomésticos, computadores, notebooks e tablets somaram 25,6% da preferência deste ano, ou seja, um em cada quatro consumidores deverão optar por esses produtos mais caros. No ano passado, essa demanda representava apenas 6,4% dos consumidores, ou seja, tem-se em 2017 uma procura quatro vezes maior por esses tipos de produtos, reflexo da demanda reprimida nos últimos dois anos em função da crise econômica que abalou o poder de compra da população, mas que já apresenta sinais claros de recuperação nos últimos meses deste ano.

69,6% pretendem comprar presentes

Levantamento de intenção de consumo para o Natal 2017, realizado pela Fecomércio-MA, indicou que um número expressivo de consumidores deve ir às compras neste fim de ano. De acordo com o estudo, sete em cada 10 pessoas estão dispostas a consumir em função das festividades natalinas, o que representa 69,6% dos entrevistados.

O estudo também revelou que este ano o número de ludovicenses que afirmam que não irão às compras foi de apenas 15,8%, demonstrando um recuo de 24,0% entre as pessoas pessimistas em relação ao consumo na comparação com o mesmo período de 2016. Por outro lado, o número de consumidores indecisos com relação ao consumo atingiu a marca de 14,6% este ano, o que equivale ao dobro do índice do ano anterior.

Outra condição que trouxe otimismo para o comércio nesse período, além do expressivo índice de intenção de consumo, é a predisposição dos consumidores para os gastos com a data. De acordo com a pesquisa, o valor médio do presente para o Natal deste ano é de R$ 140,00, equivalente a um crescimento de 12% nas intenções de gastos em relação a 2016. Já o valor médio geral das compras, englobando aqueles consumidores que pretendem comprar mais de um presente e também os gastos com as comemorações, foi calculado em R$ 328,00, representando um avanço de 0,31% na comparação com o ano passado.

Para a Federação do Comércio do Maranhão, o momento é de restabelecimento da atividade econômica após dois anos de recessão, em um cenário de inflação abaixo da meta, retomada do mercado de trabalho e crescimento no volume de vendas do comércio varejista no Maranhão.

“Devemos encerrar este ano com o comércio retomando os trilhos do crescimento, já que os últimos meses demonstraram sinais positivos de recuperação da economia, o que cria as bases para o retorno dos investimentos dos empresários do setor varejista”, avaliou o presidente da Fecomércio-MA, José Arteiro da Silva.

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