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300 mil toneladas de lixo recolhidas em São Luís este ano: você faz parte disso?

Você sabe para onde vai o lixo que você produz? Saiba e confira dicas para reduzir os impactos no meio ambiente

Parece surreal, imensurável. O lixo recolhido em São Luís, de janeiro a outubro deste ano, já passa das 300 mil toneladas. Para se ter uma dimensão, o número supera o peso do maior avião comercial do mundo, o Airbus A380, que equivale a 295 mil toneladas com carga. Uma realidade que parece distante, mas está diretamente ligada aos hábitos e ações de cada cidadão, de casa aos ambientes externos: cada ludovicense produziu, até agora, uma média de 296 kg de lixo.

Dados do Comitê Gestor de Limpeza Urbana de São Luís revelam que foram cerca de 240 mil toneladas de resíduo sólido domiciliar, 75 mil de resíduos coletados em locais de descarte irregular e 8 mil dos Ecopontos, totalizando assustadoras 323 mil toneladas de lixo na ilha.

As ações corriqueiras como jogar uma sacolinha de plástico com lixo na rua, ou descartar um panfleto ou embalagem nos cestos de lixo presentes nas vias da cidade ou até mesmo no chão, podem não despertar muitas indagações, como “para onde vai o meu lixo?”. Mentalidade que revela uma sintomática e cultural falta de preocupação e cuidado com o meio ambiente.

O caminho do lixo
O lixo produzido e coletado na capital maranhense é levado à Central de Tratamento de Resíduos Titara, localizada no povoado Buenos Aires, em Rosário (a 75 km de São Luís). É este o destino dos resíduos desde a desativação do Aterro da Ribeira, em julho de 2015. O lixo domiciliar é encaminhado ao aterro sanitário, onde é drenado. O chorume (gases e líquidos percolados) é encaminhado à estação de tratamento de efluentes (ETE), onde passa por processos até não ter mais características poluentes.

O Aterro da Ribeira foi desativado em 2015. O local agora (esq) passa por recuperação ambiental.

Já os resíduos recebidos nos Ecopontos vão para as entidades de catadores. Os dejetos da construção civil são utilizados na recuperação ambiental do Aterro de Inertes (antigo Aterro da Ribeira). Resíduos volumosos vão para o pátio de compostagem, e os restos de madeira vão para a vila de moradores do Cinturão Verde. Os eletrônicos também são direcionados às entidades de catadores; os pneus, para a Reciclanip, uma entidade voltada à coleta e destinação de pneus que não podem mais ser reutilizados; e o óleo de cozinha vai para a cooperativa Ascamar.

“O que eu tenho a ver com isso?”
A frase do químico francês Antoine Lavoisier dá o tom: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. O princípio se aplica, também, aos resíduos que, sem aparente serventia, são descartados indiscriminadamente. A boa notícia é que não é preciso ser um grande ativista ambiental para adotar determinadas posturas e levar uma vida mais leve, com menos impacto. Confira, agora, algumas práticas para reduzir a quantidade de lixo produzido:

Programe melhor as compras: ao fazer compras, selecione apenas o necessário, para, deste modo, evitar o desperdício. Prefira embalagens retornáveis ou de mais fácil reciclagem (vale lembrar que o plástico demora mais de 100 anos para se decompor), e evite embalagens individuais. Prefira, também, as feiras aos supermercados, e tenha sempre em mãos sua própria bolsa, para não utilizar sacolas plásticas.

Reutilizar é um processo de aprendizado: prefira embalagens reutilizáveis e produtos que possuam refil. Evite adquirir produtos que não permitem a reutilização, e preze pela criatividade ao inserir os objetos em sua rotina. Potes e garrafas de vidro podem ser utilizados, por exemplo, para estocar alimentos e outros produtos. Resumidamente, a regra é descartar apenas o que for totalmente dispensável e adquirir só aquilo que for indispensável.

Lidando com o lixo: muita gente, ao jogar fora os resíduos, mistura lixo seco e orgânico. A dica é sempre separar o que pode ser destinado à coleta seletiva. São Luís possui seis ecopontos que recebem material reciclável. Quanto ao lixo orgânico, o indicado é utilizar a compostagem, uma espécie de “reciclagem” que resulta num material ideal para o adubamento de plantas.

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