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VI Semana do Babaçu acontece em Itapecuru

O evento discute conhecimento tradicional, tecnologias, negócios, valorização das quebradeiras de coco e outros temas referentes ao cultivo do babaçu na região

Divulgação

O VI BabaçuTec dedica uma semana inteira ao babaçu e suas questões. Evento que se iniciou ontem, 23, em Itapecuru-Mirim, e se estende até o dia 27, divide-se entre as discussões que ocorrem até o dia 25, no auditório do Hotel Green Villages, e as Oficinas do Babaçu, nos dias 26 e 27, com atividades variadas sobre aproveitamento do babaçu na Associação de Clube de Mães de Itapecuru-Mirim.

A Semana do Babaçu, realização da Embrapa articulada a instituições parceiras, é proveniente de recursos oriundos do antigo Ministério do Desenvolvimento Agrário (atual Secretaria Especial da Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário) e da Diretoria de Transferência de Tecnologia da Embrapa (DE-TT).

Nesta sexta edição, o BabaçuTec está dedicado às discussões sobre inovação tecnológica, negócios, políticas públicas, agregação de valor, valorização e cidadania das quebradeiras de coco e projetos de pesquisa voltados para as demandas da cadeia de valor do babaçu.

Serão realizadas mesas-redondas sobre conhecimento tradicional, tecnologias e negócios para o babaçu e sobre a valorização das mulheres quebradeiras de coco e as novas gerações. Também teremos painéis sobre legislação e políticas públicas para o babaçu, além da prospecção de demandas sobre o babaçu.

De acordo com a chefe-geral da Embrapa Cocais, Maria de Lourdes Mendonça Santos Brefin, os eventos têm por objetivo discutir temas de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e ações para agregar valor ao babaçu, de forma que o produto se consolide como fonte de renda para quebradeiras de coco e outros agroextrativistas, comunidades que tradicionalmente vivem do babaçu no Maranhão, e ainda agricultores familiares e industriais.

É ainda uma oportunidade para o território do Vale do Itapecuru (composto por 10 municípios: Anajatuba, Cantanhede, Itapecuru-Mirim, Matões do Norte, Miranda do Norte, Nina Rodrigues, Pirapemas, Presidente Vargas, Santa Rita e Vargem Grande) mostrar suas riquezas e reunir o melhor em termos de tecnologias adequadas à realidade das famílias de agricultores familiares e de comunidades tradicionais, especialmente das quebradeiras de coco babaçu, muito presentes no território.

Segundo Guilhermina Cayres, pesquisadora da Embrapa Cocais, o Maranhão é o estado com maior ocorrência de babaçu. “No BabaçuTec, vamos discutir e alinhar ações de pesquisa e transferência de tecnologia para impulsionar o babaçu e seus produtos, em bases técnico-científicas, sustentáveis e negociais, com a inclusão das comunidades tradicionais, para geração de renda e melhoria da qualidade de vida das populações rurais. É preciso ouvir e dialogar com os envolvidos no processo, fazê-los agentes do processo”, explica.

As Oficinas do Babaçu, por sua vez, têm o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimento entre quebradeiras de coco. “Algumas delas irão ministrar cursos de fabricação de alimentos à base de babaçu, produção de óleo de babaçu e artesanato. Um químico irá mostrar técnicas de fabricação de sabonete de babaçu”, completa a pesquisadora.

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