ÍCONE

“Pega, mata e come”: João do Vale faria 83 anos

Compositor de “Carcará”, o artista nasceu em Pedreiras, no dia 11 de outubro de 1934.

De Pedreiras, interior do Maranhão, para o Brasil. Poeta do povo, ecoou as vozes de milhões de nordestinos na era dourada do rádio. O maranhense do século XX por voto popular. O homem que imortalizou Carcará, Peba na Pimenta e Pisa na Fulô. Este é João do Vale, compositor maranhense que hoje, 11 de outubro, faria 83 anos.

João do Vale sempre mostrou apreço pela música, desde pequeno. Foi desde criança, também, que começou a trabalhar para ajudar a família – retrato que se repete na história de muitos dos gênios da música brasileira. Veio aos 13 anos para a capital São Luís, e logo passou a integrar um grupo de Bumba Meu Boi, o Linda Noite, como amo. Daí para frente, desceu para o sul do Brasil, sempre pegando o rojão dos trabalhos braçais: ajudante de caminhoneiro no Ceará, garimpeiro em Minas, pedreiro no Rio.

Foi ali, em terras cariocas, que João do Vale pode expor ao país suas composições. Passou a frequentar programas de rádio e a fazer contatos. Entre os cantores que gravaram suas músicas, Zé Gonzaga, Cesário Pinto, Marlene, Luís Vieira e Dolores Duran.

Opinião

Um grande passo na vida de João do Vale foi dado com o show Opinião, apresentado no Rio de Janeiro. Carcará sobrevoou o sertão nordestino e pousou na voz da estreante Maria Bethânia. No show, marcaram presença também Zé Kéti e Nara Leão.

João do Vale compôs, ainda, a trilha sonora de “Meu Nome é Lampião”, e, após ficar dez anos afastado do meio musical, lançou em 1973 “Se Eu Tivesse o Meu Mundo”. Seu segundo disco foi gravado ao lado de Chico Buarque em 1982. Entre os artistas que acompanharam a carreira do maranhense, grandes nomes como Tom Jobim e Zé Ramalho.

Morte

Um derrame cerebral ocasionou a morte de João do Vale há 21 anos. O artista estava internado há quase um mês na UTI de um hospital particular da capital maranhense.

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