EDUCAÇÃO

ENEM: 5 dicas para um bom resultado na prova de inglês

O coordenador pedagógico da Seven Idiomas, Luis Lima, listou dicas fundamentais sobre o método avaliativo e conteúdos exigidos

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Quem está na reta final do Ensino Médio, sabe que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está cada vez mais perto! Entre todas as disciplinas, inglês é uma das que mais preocupa estudantes.
Para os que escolheram o idioma como eletiva da prova de língua estrangeira, o coordenador pedagógico da Seven Idiomas, Luis Lima, listou cinco dicas fundamentais sobre o método avaliativo e conteúdos exigidos.

Confira o caminho a seguir para conquistar uma boa pontuação na avaliação.

1. Mantenha-se atualizado
Foi-se o tempo em que as provas de inglês se baseavam em gramática e interpretação de textos narrativos genéricos, sem referência ao mundo atual. Atualmente, a prova do Enem – a exemplo do que acontece em vestibulares – relaciona as disciplinas entre si e as contextualiza com acontecimentos do cotidiano.

As questões de idioma estão relacionadas com situações do meio ambiente, economia, política, fenômenos geográficos, entre outras temáticas. Portanto, invista no seu repertório cultural de atualidades e conhecimentos gerais. Se você estiver familiarizado com os assuntos, o entendimento dos textos e enunciados será mais fácil, o que confere uma dose extra de calma para responder as questões pedidas.

2. Fique atento ao texto
Durante a preparação, tenha contato com diferentes gêneros literários e aprenda a diferenciá-los e relacioná-los com itens essenciais para seu entendimento total. Deles, os mais recorrentes na prova do Enem são charges, narrações retiradas de livros e entrevistas, e outros textos jornalísticos. Estudá-los, previamente, garantirá maior poder de reconhecimento ao iniciar a leitura da prova e também maior segurança para responder questões referentes a cada um deles.

Enquanto realiza a leitura, procure identificar a ideia central do conteúdo apresentado. Isso é: o que ele pretende argumentar, anunciar, entreter, protestar, entre outros. Essa técnica de leitura se chama “Skiming” e objetiva detectar o assunto geral, sem preocupação com os detalhes.

Outro ponto importante também é encontrar a palavra-chave do texto. Ou seja, é o que chama-se de “Scanning”, nome dado à maneira de correr rapidamente os olhos pelo texto até localizar a informação específica desejada. Esses dois fatores, juntos, contribuem para um melhor entendimento do que é preciso fazer para encontrar a alternativa correta das perguntas. O treino é a melhor dica para a perfeição nesse sentido (e para evitar as tão temidas “pegadinhas”).

Uma sugestão adicional é: leia as entrelinhas. Fique atento aos elementos gráficos (imagens, tabelas, diagramas) que acompanham o texto, como também as legendas e principalmente aos títulos e subtítulos. Estes elementos que, às vezes, passam despercebidos ajudam muito na compreensão do sentido geral do texto, pois complementam (elementos gráficos) e resumem (legendas títulos e subtítulos) a ideia central respectivamente.

3. Cuidado com vocabulário e gramática
Esteja preparado para esbarrar em expressões novas e desconhecidas e não se apavorar com elas. Focar na tradução literal de todo o texto poderá te fazer perder bastante tempo. Se durante os estudos o candidato incluir na rotina a busca pela ideia central e pela palavra-chave dos textos e enunciados, facilitará a tarefa de lidar com contextos. As frases e palavras anteriores e posteriores as que você não conhece podem te ajudar no entendimento geral. E, dessa forma, facilitar o entendimento global, sem que seja necessário saber exatamente o significado de todas as palavras ou combinações.
Os falsos cognatos, também conhecidos como false friends (amigos falsos) podem também dificultar o entendimento do texto. Trata-se daquelas palavras ou expressões que parecem significar uma coisa, pela similaridade com o português, mas na verdade têm definição bem diferente.

Veja exemplos:
· sensible: sensato, e não “sensível”
· actually: na verdade, e não “atualmente”
· pretend: fingir, e não “pretender”
· policy: política, e não “polícia”
· library: biblioteca, e não “livraria”

Para evitar o desconhecimento nesse aspecto, a recomendação é elaborar uma espécie de dicionário de termos em que se tem mais dificuldade de assimilação com exemplos de uso em frases diversas. Dessa forma, com o estudo constante o entendimento se tornará natural, sem que haja “decoreba”.

4. Utilize melhor o seu tempo
Leia a questão antes do texto. Ao ler o texto já sabendo de quais informações precisa, é possível selecionar as partes mais importantes para responder as questões, o que ajudará também a economizar tempo ao ler partes menos importantes. E leia na velocidade certa. Nem sempre ler muito rápido é sinônimo de economia de tempo. Ler mais rápido do que se consegue entender poderá obrigar a ler novamente.

É importante que você identifique o seu tempo de leitura e compreensão com antecedência e pratique para tentar melhorá-lo antes da prova. Não saia atropelando tudo sem ter entendido nada no dia da avaliação.

5. Insira o inglês nas atividades cotidianas
Para fugir dos livros e ampliar o período de estímulo ao cérebro, aplique o inglês o máximo possível nas tarefas do dia a dia. Mude o idioma de configuração dos aparelhos eletrônicos e das redes sociais. Tente assistir filmes em inglês sem legenda (ou com áudio já na língua inglesa). Ouça músicas internacionais e busque a tradução. Estimule a leitura de notícias, blogs de interesse e quadrinhos, até chegar a níveis mais avançados como os livros. Toda essa prática contribui para inserir palavras em contextos e para aproximar o aprendizado de situações reais. Dessa forma, pode se trabalhar o costume de ouvir, falar e pensar em inglês, afastando a apreensão normal de saber que vai ser testado em um idioma diferente do seu de raiz.

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