MERCADO DE TRABALHO

Comércio apresenta crescimento em setembro

Desde julho, o setor vem registrando saldo positivo, após quedas no primeiro semestre

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Após quatro meses consecutivos de saldos positivos em empregos com carteira assinada, o Maranhão registrou queda no mês de setembro. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o estado gerou 11.259 vagas formais de trabalho, mas perdeu 11.268, um saldo negativo de nove vagas.

O resultado do mercado de trabalho de setembro foi motivado pelos desempenhos nos saldos dos seguintes setores: Comércio (341 vagas), Construção Civil (302 vagas), Serviços (189 vagas), Agropecuária (104), Administração Pública (-21), Serviços Industriais de Utilidade Pública (-42) e Indústria de Transformação (-902 vagas).

Na Indústria de Transformação, o subsetor de Alimentos e Bebidas foi o que mais pesou negativamente no resultado, com a eliminação de 968 vagas no segmento de Fabricação de Açúcar.

Em contrapartida, o comércio continua a apresentar recuperação gradual e, desde julho, vem registrando saldo positivo, após perdas nos postos de trabalho no primeiro semestre. A tendência, segundo especialistas, é que, nos próximos meses, as contratações que antecedem o fim do ano favoreçam mais os números na área, especialmente no varejo.

Em agosto, saldo foi de 1.734 novos postos de trabalho, resultado de 13.181 contratações e 11.447 demissões, representando um crescimento relativo de 0,37% em relação ao mês de julho. O desempenho rendeu ao Maranhão a 10ª posição no ranking entre os estados.

No entanto, no acumulado do ano, os números mantêm-se positivos. O levantamento do Caged comprova que o Maranhão acumula o melhor saldo de empregos formais desde 2014. O estado gerou 585 vagas adicionais na soma de janeiro a setembro.

Na comparação de setembro deste ano com o mesmo período do ano passado, em que 1,6 mil postos de trabalho foram fechados, o mercado de trabalho maranhense ainda sinaliza para a trajetória de recuperação.

O economista do Imesc, Geilson Pestana, observa que, em relação aos dados acumulados ao longo do ano, as contratações superaram as demissões em 585 empregos, o que configura o melhor saldo desde 2014, que obteve 12,1 mil novas vagas. “Relativamente ao acumulado de 2016, nota-se reversão do comportamento de encolhimento do emprego formal para um patamar de recuperação ao longo de 2017, apresentando a variação absoluta de 11,6 mil novas vagas”, explica.

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