Série C

Moto Club quer o meia Raí em campo na próxima partida

O clube vai tentar conseguir um “efeito suspensivo” para que possa contar com o jogador no jogo do próximo sábado, contra o Clube do Remo/PA

Marcinho (centro) só vai anunciar a equipe que iniciará o jogo após saber como fica a situação de Raí

Depois de ficar sem o zagueiro Lula e o apoiador Daniel Barros, suspensos por terem recebido o terceiro cartão amarelo, o Moto tem mais um sério problema. O meia Raí, que teve um desentendimento com o volante Felipe Dias, após o jogo com o Confiança/SE, em Aracaju, foi suspenso por quatro partidas no STJD. Um jogo já foi cumprido. Agora, o clube vai tentar conseguir um “efeito suspensivo” para que possa contar com o jogador na partida do próximo sábado, contra o Clube do Remo/PA.

Raí foi julgado com base no relatório do árbitro, que acusou o atleta de ter desferido um soco em Felipe Dias. A agressão, no entanto, foi negada pela própria vítima, segundo afirmam os dirigentes motenses. O diretor de futebol, Daniel Menezes, que comandou a delegação na viagem a Aracaju, chegou a dar entrevistas na semana seguinte, esclarecendo que o registro feito na súmula não era verdadeiro. Apenas teria havido empurrões no momento das discussões, sem que houvesse nenhum soco, como relatou o árbitro.

Mais problemas

Além de ter que lutar pela liberação de Raí, o clube ainda tem mais um problema sério a ser resolvido no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O órgão vai analisar outro relatório da arbitragem, desta vez sobre objetos atirados em campo após o jogo Moto x CSA, com objetivo de atingir o árbitro, acusado de ter expulso indevidamente o lateral Dieguinho, fato que deixou o Rubro-Negro inferiorizado no número de atletas em campo e provocou o crescimento da equipe visitante. De tanto insistir, os alagoanos conseguiram o empate (1 a 1) na fase dos acréscimos.
A diretoria do Moto conseguiu identificar os torcedores que atiraram as “chupas de laranja” e outros objetos no campo, embora nenhum deles tenha atingido o juiz, fez um boletim de ocorrência e tudo foi encaminhado ao diretor-jurídico Adolfo Testi. Se a CBF não aceitar os argumentos da defesa, o time maranhense corre risco de perder o mando de campo de um dos jogos que ainda fará em casa, nesta temporada, pelo Campeonato Brasileiro.

Preparação

Preocupado com estes problemas e sabendo da importância dos dois jogos que terá contra Remo e Cuiabá, em casa, o técnico Marcinho Guerreiro segue comandando treinamentos no CT Pereira dos Santos e armando a equipe que vai começar jogando no próximo sábado. A escalação oficial, todavia, só será anunciada na véspera do jogo, quando o departamento jurídico informará sobre a situação de Raí. Com Válber liberado a pedido, desde a semana passada, o nome mais provável para ocupar a vaga poderá ser Jérson. Tony Galego, no entanto, pode ser uma das opções em face da necessidade do técnico colocar em campo uma equipe mais ofensiva.

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