Radioterapia

Fundação Antônio Dino realiza obras para diminuir a fila de espera

O hospital atende aproximadamente 3,5 mil novos casos de câncer por ano, 50% do total de novos casos de todo o estado

Anualmente são realizados no HCAB mais de 220 mil atendimentos, 4.714 cirurgias, 31.612 quimioterapias e 5.711 sessões de radioterapia.

Anualmente são realizados no HCAB mais de 220 mil atendimentos, 4.714 cirurgias, 31.612 quimioterapias e 5.711 sessões de radioterapia.

O Hospital do Câncer Aldenora Bello é a principal unidade mantida pela Fundação Antônio Dino. O único Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) no estado do Maranhão contabiliza cerca de 85% do atendimento na unidade que é feito pelo SUS. O hospital atende aproximadamente 3,5 mil novos casos de câncer por ano, 50% do total de novos casos de todo o estado.

Anualmente são realizados no HCAB mais de 220 mil atendimentos, 4.714 cirurgias, 31.612 quimioterapias e 5.711 sessões de radioterapia. A unidade possui 175 leitos, sendo 159 do SUS, e 14 leitos de UTI, sendo 13 pelo SUS. O hospital atende nas especialidades de oncologia, hemoterapia, nutrição, fisioterapia, endocrinologia, entre outros.

Para atender a demanda de pacientes com câncer no estado seriam necessários pelos menos outros quatro Cacon’s, em estimativa dada pelo Instituto Nacional do Câncer. Da previsão de novos casos no Maranhão, segundo o INCA, 7.120, pelo menos 3.700 deixam de ser atendidos em outras redes ou em outros estados, aumentando o número de óbitos.

Por isso, a expectativa quanto à ampliação no setor de radioterapia (o principal tratamento para o câncer), que vai garantir um gama maior de atendimento, é grande. Os equipamentos já foram adquiridos, agora aguardam recebimento e instalação, o que demanda tempo. O Maranhão tem hoje um equipamento para tratamento de radioterapia/SUS. Pelo menos, 900 pacientes aguardam em média um ano para serem atendidos. Um problema crônico que afeta o Brasil inteiro.

A demanda do Hospital chega a pacientes do Pará, Amapá, Tocantins e estados vizinhos que vêm se tratar em São Luís. A intenção é resolver e tentar diminuir essa fila até o primeiro trimestre de 2018.

“Se Deus quiser. Não resolve, mas já ameniza a fila. Por enquanto, o jeito que tem é esperar. As soluções não são em curto prazo. Estamos trabalhando nisso há três anos para conseguir inaugurar ano que vem. O primeiro equipamento que nós compramos em janeiro só vai chegar em dezembro. Mesmo que a gente tivesse hoje R$ 20 milhões, eu não consigo em dois meses resolver esse problema porque equipamento demora a chegar, é preciso estruturar o local para colocá-lo…”, aponta Antônio Dino Tavares, vice-presidente da Fundação Antonio Dino, mantenedora do Hospital.

Como todo hospital filantrópico do país, o Hospital Aldenora Bello passa por dificuldades. São mais de 80 por cento de atendimento feito pelo Sistema Único de Saúde, e apesar de ser privado, é sem fins lucrativos. São 20 mil atendimentos por mês. “Temos passado por sérias dificuldades financeiras. Tem um setor que dá 16 mil de faturamento contra 400 mil de gastos. O déficit é de 500 mil reais, o que mesmo com as campanhas e doações não supre a necessidade”, afirma Dino.

Recentemente o Ministro da Saúde, Ricardo Barros esteve no Hospital para visitar a estrutura e a instalação de três novos equipamentos de radioterapia em São Luís.

“O trabalho de radioterapia desenvolvido no hospital é um trabalho que o ministro achou que merecia a visita dele pra ver como está acontecendo. A radioterapia é feita por um equipamento chamado acelerador linear, que sozinho custa 5 milhões de reais, e emite radicação. Para colocar ele dentro precisa fazer uma obra que deve custar perto dos 3 milhões. Existem várias autorizações de órgãos para funcionamento e isso tudo dificulta muito. O investimento é alto e as filantrópicas estão todas quebradas. Conseguimos três equipamentos comprados através de parceria e estamos fazendo empréstimos bancários para fazer a obra e botar eles dentro, não tem outro jeito”, assegura o ministro.

Equipamentos

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente há 283 aparelhos de radioterapia no Brasil. Os aceleradores lineares são usados para tratamento de pacientes com câncer.

De acordo com a pasta, em 2016 foram realizados 26,5 milhões de procedimentos de radioterapia, quimioterapia e cirurgias oncológicas, além dos exames preventivos de mamografias e papanicolau. Em 2017, desde janeiro até o momento, foram registrados 8,15 milhões de procedimentos.

Por lei, o paciente com câncer tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) no prazo de até 60 dias contados a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico, conforme a necessidade terapêutica do caso registrada em prontuário único.

Ampliação

HCBA possui 2 aparelhos de radioterapia: 1 bomba de cobalto e 1 acelerador linear.

Está em fase de conclusão: a construção de 3 bunkers, em prédio em fase de conclusão; aquisição de 3 aceleradores lineares e um investimento de 27 milhões.