Dia do amigo

Psicoterapeuta dá dicas para não prejudicar a saúde com redes sociais

O profissional Alfredo Barbetta dá dicas para perceber os sinais de que as redes não estão fazendo bem, e explica como melhorar a situação

É preciso tomar cuidado para não tornar as redes prejudiciais para a saúde.

É preciso tomar cuidado para não tornar as redes prejudiciais para a saúde.

Você provavelmente já atualizou suas redes sociais hoje, ou, no mínimo, deu uma olhada nos feeds de notícia e mandou bom dia aos amigos. Hoje em dia é impossível não estar conectado nas redes mais populares do mundo – só o Facebook, site que dispensa apresentações, chegou a 1,94 bi de usuários em todo o mundo no primeiro trimestre de 2017, segundo dados divulgados pela própria companhia. A tecnologia, no entanto, pode prejudicar a saúde de quem usa e as relações de amizade que, por consequência, acabam se tornando superficiais. Alfredo Barbetta, psicoterapeuta em EMDR, dá dicas para perceber os sinais de que as redes não estão fazendo bem, e as formas para melhorar a situação.

Os sintomas

1. Conversar mais pelas redes que pessoalmente
É comum hoje em dia ter mais contato com os amigos via celular ou computador que pessoalmente. Sobre isso, Barbetta alerta: “Se eu converso mais pelas redes sociais do que pessoalmente com as pessoas, é sinal de que eu já me acostumei com um tipo de relação vazia e pontual”.

2. Tempo demais nas redes
Se você passa horas e horas de frente para a tela do celular ou computador – na ilusão de estar cultivando amizades –, há motivos para se preocupar. Faça a experiência de contar as horas gastas nas redes sociais e compare com o tempo usado para desempenhar outras atividades do dia-a-dia. Se a relação for de desequilíbrio, este pode ser um problema.

3. Incômodo ao estabelecer conexões reais
O psicoterapeuta Barbetta deixa claro: se você começa a se sentir incomodado quando eu tem que estabelecer relações diretas com as pessoas, como ansiedade, vergonha e medo, é preciso rever as formas de relacionamento.

4. Não conseguir ficar sem o telefone
Outro sinal é quando o celular ou computador passa a ser tão essencial quanto alimentação. “As pessoas esquecem o telefone e é como se esquecessem a vida. Elas passam a viver em função do telefone”, comenta o psicoterapeuta, fazendo um alerta: “as pessoas passam a mensagem e esperam que você responda na hora, porque se não responder, elas entram em sofrimento. E aí começam as crenças negativas: eu não tenho valor, eu não sou legal, essa pessoa não tá me respeitando”.

O remédio

Identificados os males, é importante tomar algumas medidas para restabelecer relações saudáveis de amizade.

1. Olhe para si mesmo
Este é um passo fundamental, aponta Barbetta. “[Você sente] solidão, medo, vergonha de falar com as outras pessoas ou sente que não consegue estabelecer relações? Você não tá jogando no celular a expectativa de que a rede social vai te trazer os amigos que a vida não lhe trouxe?”, questiona o psicoterapeuta.

2. Encontre com as pessoas na vida real
É também importante buscar o contato real com os amigos das redes sociais antes de investir em outras amizades. “Hoje há uma ansiedade por abrir novos caminhos, e isso é besteira. Se eu quero amizade eu preciso também ir em direção ao outro. Se a rede social te impediu de ir em direção ao outro, você adoeceu”, explica o psicoterapeuta.

3. Fique um tempo sem celular
“Procure ficar sem celular de vez em quando. Usar o celular apenas pra falar com as pessoas, ouvir a voz, sentir as pessoas, de forma que você possa sentir efetivamente uma conexão real”, aconselha.

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