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74,4% dos ludovicenses estão endividados, segundo a Fecomércio

As situações geradas pela crise econômica e as altas taxas de juros foram fatores que agravaram a situação de muitas famílias, aumentando a quantidade de endividamento

Foto: Reprodução

Colocar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo ainda não é a realidade de algumas pessoas. Todos os meses, muitas pessoas tentam diminuir as dividas, porém, nem sempre é possível. Segundo pesquisa realizada em julho de 2017 pela Fecomércio, o número de ludovicenses com pendências chegava a 74,4%.

As situações geradas pela crise econômica e as altas taxas de juros foram fatores que agravaram a situação de muitas famílias, aumentando a quantidade de endividamento. Com pouco dinheiro no bolso, muitas pessoas foram abrigadas a deixar algumas contas para segundo plano, principalmente as relacionadas ao cartão de crédito, que ainda lideram quando se fala de dívidas.

Segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), chega a 78,1% o número de despesas por conta dos cartões de crédito, logo atrás, em segundo lugar, vêm o cheque especial e os carnês, com 7,9%, e por último os financiamentos de casas, chegando a 5,6%, número considerado alto.

Entretanto, após vários meses de endividamento e diminuição dos gastos, o número de pessoas endividadas já começa a baixar em São Luís. Por meio de nota, a Fecomércio informou que uma queda na quantidade de devedores é visível, obtendo uma trajetória de queda de -1,3% até março de 2018. Em outubro do ano passado, a quantidade de endividados em toda São Luís chegava a 72%, porém, após queda de -15,3%, a população está com menos contas a pagas. Atualmente, chega a 62,5% o quantitativo de famílias com pendências no mercado.

Inadimplência

Por outro lado, a quantidade de pessoas inadimplentes voltou a avançar. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão, 30,6% das famílias estavam inadimplentes no mês de março deste ano, um aumento de 2,0% em relação a fevereiro e 19,0% em comparação a março de 2017. Assim, muitas famílias alegam que as condições para sanar as contas no final do mês são mínimas. Apenas 14,7% das pessoas terão condições para quitar as dívidas e permanecerão com débitos altos, percentual esse que aumentou 1,8% na passagem de fevereiro para março de 2018.

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