A banda Lagum está de volta aos palcos com um novo espetáculo que traduz a essência de uma década de carreira: intensidade, liberdade e emoção. A turnê “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo” marca o quinto álbum de estúdio do grupo e chega a São Luís nesta sexta-feira (14), no Palazzo Eventos, prometendo um encontro entre velhos sucessos e novos caminhos sonoros.
Mais do que revisitar a própria história, a banda mineira abre um novo capítulo, agora mais madura, com autonomia criativa e um olhar apurado sobre a vida contemporânea. O show, que vem rodando o país com plateias cheias, convida o público a mergulhar em uma viagem sensorial que mistura rock, pop, reggae, indie e pitadas de poesia urbana.
“Voltar pra São Luís é muito especial. Significa que a primeira vez deu certo e que a segunda vai ser ainda melhor. Além disso, é a terra do reggae, uma das nossas vertentes mais fortes, então é uma honra representar esse estilo na capital nacional do reggae”, contou Jorge, guitarrista da banda.
Um som em constante transformação
Em “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo”, lançado em maio deste ano, a Lagum aposta na experimentação e na introspecção. O álbum propõe um olhar para o cotidiano urbano, com letras que tratam das pequenas contradições da vida, da pressa moderna e das nuances emocionais que nos atravessam.
Para o vocalista Pedro Calais, a evolução da banda é natural, fruto do tempo e da convivência criativa entre os integrantes.
“Assim como na nossa vida pessoal, a nossa obra também está sempre evoluindo e buscando novos caminhos. Este disco não é sobre fazer algo completamente diferente, mas sobre dar continuidade ao que a gente vem construindo, de forma fiel à nossa realidade”, explicou.
A nova fase também marca um passo importante: a criação do próprio estúdio, onde os músicos puderam experimentar timbres, texturas e ideias sem pressa. O resultado é um som mais orgânico e cheio de camadas.
“A gente explorou novos formatos e temas — canções como ‘Quem Desligou o Sol’ ou ‘Desvantagens de Amar Alguém que Mora Longe’ mostram isso. Sempre vai existir algo novo, uma evolução, um passo à frente”, completou Pedro.
Para o guitarrista Zani, a força da Lagum vem justamente da sinceridade com que cada música é criada, e da forma como esse sentimento se reflete no público.
“Acho que a gente sempre fez as coisas com muita verdade. Sempre falamos sobre o que a gente sente, vive e observa. Quando algo é feito com essa sinceridade, o esforço para gerar identificação é muito menor, principalmente na música. A gente está sempre ligado no que está rolando e tenta propor coisas novas, como as fitas que espalhamos pelo Brasil com mensagens do álbum. Isso é o que acreditamos: sair das telas, viver o real e transformar essas experiências em arte”, reflete Zani.
Essa conexão emocional, aliada à linguagem contemporânea da banda, é o que tem mantido a Lagum próxima do público mesmo em meio às transformações da indústria.
“A medida que a gente vai vivendo e identificando padrões de comportamento, transformar isso em música e comunicação torna tudo mais fácil, essa é a ponte que mantém a sintonia com quem nos ouve”, completou.
11 anos de estrada e liberdade sonoraCom três álbuns indicados ao Grammy Latino — Memórias (De Onde Eu Nunca Fui) (2022), Depois do Fim (2023) e Lagum ao Vivo (2023) — o grupo formado por Pedro Calais, Zani (Otávio Cardoso), Jorge (Glauco Borges) e Chico (Francisco Jardim) consolidou seu nome entre as principais bandas da música brasileira atual.
Misturando rock, pop, reggae e indie, a Lagum construiu uma sonoridade que transita entre gêneros sem perder autenticidade. Em 2024 e 2025, o projeto “Lagum na Avenida”, bloco de Carnaval de Belo Horizonte, reuniu mais de 200 mil foliões, comprovando o carisma e a força da banda também fora dos palcos tradicionais.
Com As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo, a Lagum propõe um olhar para a vida moderna com a leveza e profundidade que sempre marcaram sua trajetória, transformando experiências em arte e mantendo o público conectado a cada nova fase.
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