LITERATURA

Pesquisador e professor lança livro sobre fotojornalismo brasileiro

O livro é fruto do trabalho de mapeamento da produção nacional sobre o assunto.

Reprodução

Um olhar científico sobre o fotojornalismo brasileiro! É o que traz o livro Narrativas Fotojornalísticas I: matizes, objetos, sujeitos pelo pesquisador e professor da Rede Estadual de Ensino, Diogo Azoubel.

O livro é fruto do trabalho de mapeamento da produção nacional sobre o assunto. Para Azoubel, muito tem sido investigado sobre esse objeto nos últimos anos, mas a prática de revisão aprofundada do trabalho dos fotógrafos que atuam no fotojornalismo ainda não é tão difundida no campo da Comunicação.

Para entender o tema, o modelo adotado é pautado justamente na revisão a fim de radiografar os estudos desenvolvidos. “Além de evidenciar a pouca aderência a esse tipo de metodologia investigativa, esse livro é, também, uma forma de responder à sociedade sobre o que tem sido feito nas universidades”, conta Azoubel.

O livro traz o prefácio assinado pela pesquisadora Dulcilia Schroeder Buitoni, livre-docente aposentada pela Universidade de São Paulo (USP) e referência para os estudos de imagem desde a década de 1980, o livro apresenta reflexões sobre como se estruturam as práticas em fotojornalismo, sobre de que formas e por quem são pensadas. “O Nordeste, por exemplo, desponta como polo produtor de conhecimento, ainda que estados como o nosso, Alagoas, Piauí e Sergipe não tenham sediado qualquer tipo de estudo nesse tema durante o período analisado”, revela.

Para a professora pesquisadora Mônica Martinez, da Universidade de Sorocaba (Uniso) e presidenta da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), “Azoubel não apenas compila ou descreve as ocorrências do termo nas investigações gestadas pela comunidade científica, mas problematiza os diversos matizes da abordagem teórico-metodológica empregada na contemporaneidade”, indica no prefácio da obra.

Para Azoubel, o assunto não se esgota aqui, o nome do livro já indica a continuidade da pesquisa. “Fazer ciência é estar em constante movimento, não podemos parar de ler e de buscar novos dados para explicar, organizar e entender fatos e fenômenos. Por isso, tenho trabalhado em pelo menos mais dois volumes de ‘Narrativas Fotojornalísticas’. Como faço com prazer, não há cansaço que me impeça de avançar”, acentua.

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