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ECONOMIA

12,8 milhões de brasileiros estão desempregados, aponta IBGE

Pnad registrou um avanço recorde da população que está fora da força de trabalho no Brasil na pandemia do novo coronavírus

Foto: Divulgação

A pandemia do novo coronavírus gerou uma série de recordes negativos no mercado de trabalho brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação avançou para 12,6% no trimestre encerrado em abril, elevando para 12,8 milhões o número de pessoas que estão sem emprego no país. E essa alta do desemprego ainda foi acompanhada por números recordes da população que está fora da força de trabalho ou sofre com condições de subutilização e desalento.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta quinta-feira (28/05) pelo IBGE, mostra que a taxa de desemprego passou de 11,2% no trimestre móvel encerrado em janeiro para 12,6% no trimestre móvel encerrado em abril – trimestre que considera o choque dos primeiros 45 dias da pandemia do novo coronavírus na economia e no mercado de trabalho brasileiro. Isso significa que 898 mil brasileiros entraram na fila do desemprego nesse período, em que diversos estabelecimentos comerciais precisaram fechar as portas para ajudar a reduzir a curva de contágio da covid-19.

O avanço do desemprego atingiu quase todos os setores econômicos analisados pelo IBGE. Porém, os destaques ficaram com o comércio, que fechou 1,2 milhão postos de trabalho depois que precisou praticamente parar de funcionar na pandemia; e com os serviços domésticos, que já contam 727 mil trabalhadores a menos, já que muitas residências deixaram de receber seus empregados por conta das medidas de isolamento social. Foi a maior queda nos serviços domésticos desde o início da série, em 2012, segundo IBGE.

Esse tombo ainda levou para o menor nível da série histórica o número de empregados com carteira de trabalho assinada do setor privado brasileiro. Segundo o IBGE, esse montante caiu 4,5% em relação ao trimestre anterior, chegando ao piso de 32,2 milhões de pessoas. 

Informalidade

A Pnad ainda constatou uma queda brusca na informalidade no trimestre encerrado em abril. Afinal, com menos pessoas nas ruas, muitos trabalhadores informais também precisaram dar uma pausa nas suas atividades. Segundo a pesquisa, a taxa de informalidade caiu de 40,7% para 38,8% nesse período, levando o contingente de trabalhadores informais para o total de 34,6 milhões – o menor nível da série histórica.

A pandemia do novo coronavírus derrubou, portanto, tanto o emprego formal, quanto o informal. Por isso, provocou uma queda recorde no nível de ocupação da força de trabalho brasileira. De acordo com o IBGE, essa taxa, que representa o percentual de pessoas da população em idade de trabalhar que está efetivamente ocupada no mercado de trabalho, caiu de 54,8% para 51,6%, o menor da série histórica iniciada em 2012. Esta é também uma queda recorde da população ocupada, que retraiu 5,2%, devido à migração de 4,9 milhões de pessoas da população ocupada para a população desempregada.

“Dos 4,9 milhões de pessoas a menos na ocupação, 3,7 milhões foram de trabalhadores informais. O emprego com carteira assinada no setor privado teve uma queda recorde também. A gente chega em abril com o menor contingente de pessoas com carteira assinada, que é de 32,2 milhões”, comentou a analista da Pnad, Adriana Beringuy, destacando que essa situação ainda provocou outro recorde: um aumento inédito na população que está fora da força de trabalho, que hoje conta 70,9 milhões de pessoas – o maior nível da série histórica, iniciada em 2012. “Se por um lado, a gente teve uma queda bastante acentuada na ocupação, também teve um aumento recorde da população fora da força de trabalho, que foi de 7,9%”, afirmou Adriana.

Subutilização e desalento

Essa situação ainda elevou a população subutilizada, que avançou 8,7%, chegando ao recorde de 28,7 milhões de pessoas e levando a taxa composta de subutilização para o número, também recorde, de 25,6%.E também houve um aumento inédito na população de desalentados que, diante de todas essas dificuldades, nem está mais procurando emprego.

Segundo o IBGE, a população desalentada estava em condições de estabilidade há um bom tempo. Mas, no trimestre encerrado em abril, cresceu 7%, batendo ao recorde de 5 milhões de pessoas. O percentual de desalentados em relação à população na força de trabalho, portanto, também chegou ao nível inédito de 4,7%.

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