Tiro no voto obrigatório

Faltando dois meses e meio para as eleições de outubro,há uma preocupação a aterrorizar tanto os candidatos a presidente da República, quanto também os demais concorrentes até às assembleias legislativas. Esse terror chama-se “eleitor indignado” com a política. Para essa figura,dona do título de votar, os políticos são avaliados por baixo. Todos colocados no mesmo patamar de malquerença coletiva. É […]

Faltando dois meses e meio para as eleições de outubro,há uma preocupação a aterrorizar tanto os candidatos a presidente da República, quanto também os demais concorrentes até às assembleias legislativas. Esse terror chama-se “eleitor indignado” com a política. Para essa figura,dona do título de votar, os políticos são avaliados por
baixo. Todos colocados no mesmo patamar de malquerença coletiva. É a visão errônea de que os políticos são corruptos,indiferentes aos problemas do povo e só querem se dar bem, em nome da representação popular.

Hoje, conforme revelam as pesquisas recentes, o percentual de eleitores que se dizem indecisos, que vão anular o voto ou simplesmente passar longe das urnas, é maior do que a soma dos apoios a Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.A confirmar nas urnas o que as pesquisas apontam hoje, as eleições de outubro vão ser o maior teste para derrotar o instituto do voto obrigatório no Brasil. Por incrível que possa parecer, mas a maior força política do Brasil, hoje, é a soma dos indecisos, revoltados que anulam o voto e os indiferentes, que não votam de jeito nenhum.

Acabou a campanha de multidões na praça para ouvir discursos de candidatos. Hoje nem carro de som é permitido. Os showmícios também desapareceram na legislação eleitoral e na disposição do eleitor em prestigiá-los. O “comício” dos dias atuais está na mão de cada votante. É o celular mostrando cada movimento, cada fala e cada articulação política, ou acusações contra candidatos. O celular é a ferramenta mais prestigiada dos eleitores. Até os analfabetos têm o seu aparelhinho que os fazem se comunicar, pela voz, no WhatsApp.

Quando as pesquisas apontam que 45% dos eleitores se dizem “indecisos”, que votarão nulo e que se ausentarão das urnas, é uma postura que precisa ser analisada. Não para trazer a resignação às urnas, mas, sim, para entender o que fazer com as próximas eleições. Principalmente, com o voto obrigatório, que pode estar com os dias contados, pela simples determinação do eleitorado, em revanche à descompostura dos eleitos que “fraudam” as eleições, das mais diversificadas formas e fórmulas de enganação.

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