Tempo é ouro

“O tempo é sábio, / o tempo é ouro, o tempo é rei,/ no dia a dia onde se prova quem é quem” (frase musicada do músico Chorão). Diante da premissa catastrófica, de contar com apenas oito segundos no tempo de propaganda política no horário eleitoral, qualquer candidato ao Palácio do Planalto,ou desistiria ou estaria […]

“O tempo é sábio, / o tempo é ouro, o tempo é rei,/ no dia a dia onde se prova quem é quem” (frase musicada do músico Chorão). Diante da premissa catastrófica, de contar com apenas oito segundos no tempo de propaganda política no horário eleitoral, qualquer candidato ao Palácio do Planalto,ou desistiria ou estaria fadado a ser folclórico. Eis um dos fatores que vão interferir diretamente na campanha eleitoral dentro de poucos dias. O tempo de TV e rádio tem peso de puro.

Por incrível que pareça, depois de tentativas frustradas de fechar alianças com o PR e o PRP, o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) pode ser obrigado a escolher um vice do próprio partido (provavelmente Janaína Paschoal, a autora do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff). Caso isso ocorra, o político capitão do Exército, que hoje lidera as pesquisas num cenário sem a presença do petista Luiz Inácio Lula da Silva, pode ficar com apenas oito segundos na TV.

Pelo mesmo motivo, no âmbito estadual, o ex-deputado Ricardo Murad, que havia se lançado candidato ao governo do Maranhão pelo nanico PRP, desistiu da empreitada. Tratase de uma campanha sem empreiteiras e outros entes empresariais financiando mandatos. Inflacionaram as negociações que envolvem os partidos de tempo considerável na TV. Vale até muito mais do que candidatos bons de votos. Até agora,no Maranhão,Flávio Dino conta com 14 legendas, enquanto Roseana Sarney,com quem polariza a corrida,no máximo
seis, sendo o seu MDB o dono de maior tempo.

Além das dificuldades financeiras confrontadas pela primeira vez uma eleição geral, os candidatos já sentem, em suas andanças pelas chamadas bases eleitorais, o sentimento de descrédito da classe política perante o eleitor. O desafio é quebrar essa sensação desconfortável para quem bate à porta do eleitor, com a promessa de representá-lo no Executivo ou Legislativo. O país vivendo cara de ressaca profunda na economia, além do peso da corrupção, fica complicado fazer  campanha política. A indignação coletiva fala mais alto.

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