Pedregulho no caminho de Braide

O deputado Eduardo Braide tem todos os motivos do mundo para andar serelepe em relação à disputa do governo do Maranhão.O único órgão que administrou na gestão pública foi a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema),por dois anos, no governo José Reinaldo.Depois disso,Braide foi secretário de Orçamento Participativo da Prefeitura de São Luís,na gestão […]

O deputado Eduardo Braide tem todos os motivos do mundo para andar serelepe em relação à disputa do governo do Maranhão.O único órgão que administrou na gestão pública foi a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema),por dois anos, no governo José Reinaldo.Depois disso,Braide foi secretário de Orçamento Participativo da Prefeitura de São Luís,na gestão de Tadeu Palácio,de onde saiu para disputar a eleição de 2010, sendo eleito deputado estadual.

Entre 2015/2016, foi líder de Flávio Dino (PCdoB) na Alema,tendo rompido no fim do período, ao perder a disputa da vice-presidência da Mesa, para o deputado Othelino Neto,do PCdoB,que já estava no posto desde 2015,junto com Humberto Coutinho.Braide,revoltado, se juntou à bancada de oposição ao mesmo governo que liderou.Em 2016,
concorreu à Prefeitura de São Luís, quando “furou” o balão do colega Wellington do Curso e chegou ao segundo turno,perdendo para o prefeito Edivaldo Júnior.Já no interior,o PMN de Braide foi decepcionante. Elegeu apenas dois prefeitos:Dunga,em Icatu, e Fernanda Gonçalo (Bacabeira),ambos na região metropolitana de São Luís.

Braide sabe o tamanho do desafio em disputar a eleição de governador, onde a maior liderança estadual que o apoia é o deputado José Reinaldo, mesmo assim em rota de colisão frontal com a direção do PSDB maranhense, presidido pelo senador Roberto Rocha, também candidato a governador.Ele precisa vencer a distância de 24 pontos nas pesquisas, que o separam da segunda colocada, até agora, Roseana Sarney,que aparece com 30%, contra 56% de Flávio Dino (Exata).A tarefa, aparentemente, não é fácil. A não ser que consiga a proeza de fazer com Roseana o que fez com Wellington.

Braide não tem nome forte na chapa majoritária e muito menos na proporcional. Até agora sequer construiu qualquer aliança. Ele terá que ir para a luta de corpo aberto e caminhando contra o vento. Se José Reinaldo insistir em apoiá-lo, terá que antes convencer o senador Roberto Rocha a desistir de sua candidatura e assumir o comando do PSDB, onde haverá uma bolada de aproximadamente R$ 7 milhões do Fundo de Financiamento de Campanha e do Fundo Partidário.Ou então,Reinaldo será defenestrado do PSDB.Eis os motivos das dúvidas que tiram o sono de Braide e atormentam Zé Reinaldo.

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