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O time de Flávio Dino no 2º tempo está em formação

Flávio Dino está vivendo essa situação complexa. Acha que esconder o jogo faz parte da estratégia. Ele precisa fazer mudanças, mas vem protelando, trocando posições e olhando os cenários

Mudar a equipe de governo no segundo mandato não é tão fácil como no primeiro. O segundo mandato é como o segundo tempo de um jogo de futebol. É o momento de corrigir posições, evitar erros, trocar posição de lugar de jogadores, avançar mais no ataque e proteger a defesa. É a hora de mostrar a que veio e definir a partida.

Flávio Dino está vivendo essa situação complexa. Acha que esconder o jogo faz parte da estratégia. Ele precisa fazer mudanças, mas vem protelando, trocando posições, olhando os cenários e tentando resolver a partida sem consultar o auxiliar técnico. Vai mudar, mas não diz a ninguém qual a mudança, quem entra e quem sai, e em que tempo isso se dará.

Ele já disse que em time que está ganhando não se mexe. Mas ele não precisa apenas ganhar, mas quer ganhar de goleada. No entanto, há ponderação sobre isso. O bom técnico não espera começar a perder para mexer no time. Portanto, o melhor que deve fazer é mexer no time que está ganhando, para continuar ganhando. É arriscado? – É. Mas tudo na vida tem sua parcela de incerteza e risco. A política é como tudo nada vida. Ou se joga para ganhar ou para perder, ou não se joga.

O governador Flávio Dino sabe muito bem o que é arriscar. Em 2006, ele abandonou a carreira de juiz federal para ingressar no PCdoB e disputar uma cadeira de deputado federal. Foi eleito e arriscou de novo em 2010, concorrendo ao governo, quando perdeu feio para Roseana Sarney. Em 2014, entrou em campo com maior preparo físico, mas bem apoiado e ganhou do grupo Sarney no primeiro turno, repetindo a goleada em 2018.

Para chegar novamente à renovação do mandato, Flávio Dino arriscou agarrar-se a um rosário de 16 legendas partidárias. Tudo sem olhar para a feição ideológica de cada qual, pois o objetivo era ganhar e derrotar, de vez, o grupo político, donatário do Maranhão por meio século. Agora, falta o arremate. É escalar uma equipe que lhe abra as portas do Brasil e o torne uma liderança nacional, tendo como espelho a gestão no Maranhão, executada pelo PCdoB, num momento histórico atípico. Um direitista ocupa o Palácio do Planalto, vendo até nas sombras dos arvoredos do Jardim do Planalto vultos de comunista a atormentar suas ambições de poder do presente e do futuro.

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