Mancha que não apaga

A mancha de sangue que vem marcando a política e destroçando a sociedade do Rio de Janeiro,principalmente a favelada,pobre e negra não se desmancha no tempo.Está sempre se renovando em tiroteios, confrontos e balas perdidas que matam às centenas no estado carioca.A execução da vereadora Marielle Franco foi apenas mais um dos inúmeros assassinatos que […]

A mancha de sangue que vem marcando a política e destroçando a sociedade do Rio de Janeiro,principalmente a favelada,pobre e negra não se desmancha no tempo.Está sempre se renovando em tiroteios, confrontos e balas perdidas que matam às centenas no estado carioca.A execução da vereadora Marielle Franco foi apenas mais um dos inúmeros assassinatos que transformaram a cidade maravilhosa numa carnificina,mesmo com um dos principais estados da maior potência latino-americana, dominado pelo crime organizado.

Hoje, o maior problema do Brasil é a violência, cuja raiz é a má qualidade do ensino, a corrupção, a deformação no sistema político, as desigualdades gritantes e a miséria esparrada por todos os cantos. As penitenciárias viraram “universidades” das organizações criminosas. Um dos principais especialistas do mundo em política internacional, o jornalista Pepe Escobar, correspondente do Asia Times, chama de “guerra híbrida” as ações promovidas pelos Estados Unidos contra o Brasil, com objetivo de tomar riquezas, como o pré-sal. Esse é um lado da questão.

A execução da vereadora Marielle deu repercussão mundial, mas terá pouco efeito na violência incontrolável no Rio de janeiro e no Brasil.Em ano eleitoral, piora.Tanto a esquerda quer tirar proveito da matança, quanto a direita,que lança suas garras pelas redes sociais para mostrar que a teoria do “bandido bom é bandido morto,”pode ser o caminho
para apaziguar o Brasil.Mas os inocentes só robustecem estatísticas. Não é sem motivo que os apoiadores de Jair Bolsonaro caíram em campo para fortalece as suas ideias fascistas.

Seja como for, campanha eleitoral sempre traz uma cor diferente das bandeiras partidárias em batalha pelo voto: a cor vermelha do sangue. A política velha tem em suas entranhas esse demoníaco e vampiresco desejo de se lambuzar de sangue para obter resultados eleitorais. Infelizmente, é assim.”Quantos mais vão precisar morrer para que essa
guerra aos pobres acabe?”,Marielle Franco.

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