Encontro de falastrões

A disputa da Presidência da República promete um jogo muito mais pesado do que os adversários do Brasil na Copa para impedir Neymar de fazer suas peripécias com a bola. Ontem,por exemplo, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun,conhecido por falar desabridamente o que vem ao coco,disse, em tom de ameaça, que os partidos […]

A disputa da Presidência da República promete um jogo muito mais pesado do que os adversários do Brasil na Copa para impedir Neymar de fazer suas peripécias com a bola. Ontem,por exemplo, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun,conhecido por falar desabridamente o que vem ao coco,disse, em tom de ameaça, que os partidos da base do governo Michel Temer que decidirem apoiar o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, devem procurar a porta de saída do governo.

E Marun esclareceu sua posição, que, na realidade, não é dele, mas do principal ocupante do Palácio do Planalto. “É difícil alguém que tem ministros no governo dizer que o melhor é Ciro Gomes”. Como a fala do ministro foi em café da manhã com jornalistas, ele estava estribado pelo chefe maior sobre o recado a transmitir aos partidos aliados. “Não estou dizendo que quem não apoia o Meirelles deixa o governo, mas tem que ter limite”. O Meirelles é sobrenome de Henrique, ex-ministro, pré-candidato do MDB à Presidência.

No Maranhão, MDB é o partido da candidata Roseana Sarney, que se dispôs, depois de muito refletir, a concorrer ao governo, que ela já comandou por quatro vezes, perfazendo 14 anos no Palácio dos Leões. A legenda ainda não marcou sua convenção, cujo prazo vai de 20 de julho 6 de agosto. É com Henrique Meirelles que ela vai se ater no palanque. Porém, hoje, essa figura de ajuntamento popular em campanha é coisa do passado. Está moribundo. A campanha do presente mora no ambiente das redes sociais, em outdoor e nas emissoras de rádio e TV no período de 31 de agosto a 4 de outubro.

Diante da incerteza da candidatura de Lula da Silva a presidente, tanto Flávio Dino, quanto sua principal concorrente Roseana Sarney, vão buscar outro caminho. Roseana terá Henrique Meirelles como sustentação na disputa presidencial, e Flávio Dino deve se agarrar à candidatura do pedetista Ciro Gomes. Essa postura ele já revelou, embora o seu PCdoB pode ter Manuela D’Ávila no páreo do Planalto. Ciro é conhecido, também, por falar pelos cotovelos, tão impulsivo quanto Carlos Marun

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