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ESTATÍSTICAS

Quase 70% dos consumidores do Maranhão estão endividados

O estudo revelou ainda que o número de consumidores que afirmaram possuir dívidas alcançou 28,4%

Reprodução

Dívidas com cheque especial, cartão de crédito, nome no cadastro de inadimplência, SPC, Serasa, contas a vencer, contas a pagar. Para 69,8% dos consumidores de São Luís o ano já começou com dívidas antigas. Esse patamar é o maior desde agosto de 2017.

De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA), esse resultado representa um aumento de 5,9% em relação ao mês anterior e uma elevação de 17,3% na comparação com o mês de dezembro de 2018.

O estudo revelou ainda que o número de consumidores que afirmaram possuir dívidas em atraso, ou seja, encontram-se na situação de inadimplentes, alcançou 28,4% dos ludovicenses, indicando uma queda mensal de 5,6%, e avanço de 8 pontos percentuais em relação ao índice registrado em dezembro de 2018. Além disso, as famílias que afirmaram não ter condições de quitar suas dívidas chegou a 8,6% do total de endividados.

Dentre essas famílias está a do professor Bruno Henrique Santos. Segundo ele, tudo começou a desandar no começo do ano passado quando teve a quantidade de turmas que dava aula reduzida. A renda mensal caiu em média 50% e as contas tiveram que ser realinhadas. “Eu já tinha alguns débitos para pagar parcelados, e com dois filhos pequenos, não consegui de imediato recalcular os gastos. Daí as contas foram aparecendo e com o dinheiro menor, não tive condições de quitar alguns débitos. Acabou que eu estou com meu nome no Serasa e também com o cartão de crédito cancelado porque não tive mais condições de pagar. O ano passado foi bem complicado, mas espero que este ano eu consiga pagar minhas dividas, fazer acordo, ir quitando aos poucos”, contou.

Acabou que eu estou com meu nome no Serasa e também com o cartão de crédito cancelado porque não tive mais condições de pagar.

De acordo com o levantamento, dentre os principais tipos de dívida contraídos com maior impacto sobre o nível de endividamento, o cartão de crédito permanece como destaque alcançando 69,0% das famílias, seguido dos carnês (15,2%), cheque especial (10,1%), crédito pessoal (5,3%) e cheque pré-datado (5,0%).

Pagamento das dívidas

No final de 2019 os trabalhadores brasileiros receberam as duas parcelas do 13°, e com elas veio também a dúvida do que fazer com o dinheiro extra.

Alguns investiram, outros pagaram dívidas, mas grande parte não sabia exatamente o que fazer, e por isso gastou mais do que deveria. Por isso, o dinheiro que poderia ser um alívio acaba se tornando mais uma dor de cabeça, devido à falta de planejamento. Começar o ano com dívidas acumuladas é um grande problema.

Segundo a pesquisa, o tempo médio de atraso para o pagamento das dívidas está em 59,5 dias. Entre aqueles endividados, 83,2% afirmaram ter de 11% a 50% de sua renda mensal comprometida com o pagamento dessas dívidas. No entanto, o nível de comprometimento médio da renda com o pagamento das dívidas em São Luís é de 30,9% dos rendimentos das famílias.

Para a auxiliar administrativo, Maria Lúcia Costa, o ano será de ajustes. Ajustes nos gastos, nas contas, nas finanças. “No ano passado nós fomos pegos de surpresa. Porque eu sou funcionária pública e meu marido era estoquista. A renda já não era muito alta, e aí piorou muito porque ele só conseguiu outro emprego no final do ano. Então agora que a gente está entrando nos eixos de novo, mas é muito ruim ficar devendo”, constatou.

Dicas para alinhar os gastos financeiros

  • Anote todos os seus gastos e faça disso um hábito diário, de preferência. Isto é importante para que você possa avaliar precisamente aonde o seu dinheiro está indo e depois saber onde pode cortar gastos;
  • Converse com a família sobre a situação financeira de vocês. Transforme-a em sua aliada no que se refere à contenção de gastos desnecessários;
  • Toda vez que fizer uma compra ou tomar uma decisão financeira, pense em seus objetivos de vida e verifique se aquele gasto faz sentido para estes objetivos;
  • Toda vez que for comprar algo, reflita se é uma necessidade ou um desejo. Na dúvida, não compre;
  • Adote um comportamento diferente. De nada adianta resolver seus problemas agora se seus hábitos de consumo e comportamento não mudarem. (P.C)
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