SÃO LUÍS

Manchas de petróleo são registradas na praia de São Marcos

O reflexo da grande quantidade de óleo espalhado pelo litoral nordestino, também foi registrado em Alcântara, no último domingo, 22

Reprodução

As manchas de petróleo cru, que foram registradas na praia de São Marcos, em São Luís, nesta semana, podem ser fortes indícios de que um possível acidente ambiental esteja acontecendo no litoral maranhense. Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver que vários fragmentos da substância estavam espalhadas pela orla. O reflexo da grande quantidade de óleo espalhado pelo litoral nordestino, também foi registrado em Alcântara, no último domingo, 22, onde inclusive uma tartaruga marinha foi encontrada coberta de óleo na praia de Itatinga.

Mais de 100 praias atingidas

Na última quinta-feira (26), a mancha de Petróleo já tinha atingido mais de 100 praias de 48 municípios de oito estados, e já se aproximava do Pará, na região Norte.

O poluente tem potencial de causar um desastre ambiente de consequências ainda não avaliadas. A causa desse vazamento de petróleo ainda é indefinida, mas especialistas estão em vários estados avaliando os impactos ambientais que já foram causados.

A redação de O Imparcial entrou em contato com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), que se manifestou através de uma nota oficial, e afirmou que o monitoramento das manchas encontradas em praias do Maranhão, já está sendo feito.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) informa que o Laboratório de Análises Ambientais está fazendo o monitoramento das manchas encontradas em praias do Maranhão, junto com Ibama. As amostras já foram coletadas e o relatório do laudo está em fase final de elaboração.

Os objetos encontrados na Praia de São Marcos tratam-se de amortecedores utilizados em embarcações para evitar o choque mecânico com o cais de atracamento. São polímeros que geram impactos ao meio ambiente, se descartados de forma inadequada. Em virtude disso, a Secretaria já está em busca dos responsáveis para que sejam tomadas as providências cabíveis.

Sobre o óleo, a Sema trabalha em parceria com o Batalhão de Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e setores de Fiscalização, Monitoramento, Biodiversidade e Áreas Protegidas e Laboratório de Análises Ambientais, no monitoramento da região onde foram encontradas as manchas de óleo. Foram feitos sobrevoos na região na tentativa de identificar e mapear a região atingida. As amostras coletadas foram encaminhadas para análise. O monitoramento tem sido realizado para identificar a extensão e avaliar danos.

Região Nordeste

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que monitora a situação desde o dia 2 de setembro, a mancha de óleo que chegou a todos os estados do Nordeste, com exceção da Bahia, é o mesmo. Trata-se de petróleo cru, ou seja, a substância não se origina de nenhum derivado de óleo, como gasolina e outros. No entanto, sua origem ainda não foi identificada, mas o instituto informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil. Ao todo, 105 localidades de 48 municípios foram atingidas.

Em nota oficial, emitida na última quarta-feira, 25, o Ibama afirmou que foram encontrados com óleo até o momento oito tartarugas e uma ave conhecida como bobo-pequeno. Três tartarugas apareceram mortas nas ilhas de Cocaia, no Cabo de Santo Agostinho (PE), e dos Poldros, no Delta do Parnaíba (MA). Outros três animais também morreram, mas o local não foi informado. De acordo com o Ibama, não há evidências de contaminação de peixes e crustáceos.

O Instituto informou ainda, que requisitou apoio da Petrobras para atuar na limpeza das praias. Nos próximos dias, a empresa disponibilizará um contingente de cerca de 100 pessoas.

O Ibama orienta as pessoas que identificarem manchas de óleo em alguma praia a entrarem em contato com a prefeitura do local.

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