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Casas dos estudantes clamam por reformas

As casas de acolhimento de estudantes, que estão situadas na capital maranhense, precisam de reforma para abrigar alunos que vêm estudar do interior do estado

Reprodução

As casas de acolhimento de estudantes continuam prestando bons serviços aos usuários, embora algumas estejam em condições precárias em suas instalações físicas. Umas fecharam e outras apresentam baixa procura. Destas casas, a mais antiga é a Casa dos Estudantes Secundaristas do Maranhão, que em tempos passados foi chamada de Umes, em alusão à entidade União Maranhenses de Estudantes Secundaristas (Umes), localizada na Rua do Passeio, na esquina com a Vila Bessa.

Aquela casa foi fundada no início da segunda metade do século XX e se destinava a abrigar jovens do interior do Maranhão, que vinham para a capital para cursar o secundário, ou seja, o científico.

Com a passagem dos anos e com a instalação de escolas secundaristas nas cidades do interior maranhense, os estudantes deixaram de vir para a capital, reduzindo, dessa forma, a clientela da Umes. Hoje, ali vivem apenas 20 jovens, alunos do ensino superior de instituições públicas e privadas. Conforme Elias Pereira, vice-presidente, a casa tem regimento próprio e estatuto que normatizam a conduta de seus moradores e que punem aos que se desviam da conduta exigida para a boa convivência com seus pares.

Raimundo Rufino, que é o presidente, disse que a convivência entre os moradores, apesar de serem jovens, é harmoniosa e de respeito mútuo, a queixa de todos é com relação às condições precárias das instalações físicas da casa que está com sua estrutura toda comprometida, do teto ao piso. Os assoalhos de tábuas corridas apresentam buracos que oferecem perigo e são cobertos com tábuas soltas para evitar que alguém sofra acidentes.

Conforme Elias Pereira, muitos foram os ofícios enviados aos órgãos governamentais pedindo a recuperação do prédio, entretanto, as respostas sempre são negativas, sob a alegação de que o prédio não pertence ao Estado, sendo de propriedade de entidade estudantil, o que tira do poder público o dever de promover os reparos necessários. Raimundo Rufino prevê que, com o passar do tempo, as deteriorações se agravam e aquela casa vai ter que fechar as portas por não ter mais condições para servir de moradia.

Ele disse que já foi feita uma tentativa de promover uma parceria com a comunidade da Vila Bessa e circunvizinhanças, com o Governo, para transformar parte da casa em um Centro Educativo, onde seriam promovidos cursos profissionalizantes, mas que fracassou em face dos perigos oferecidos pela estrutura do prédio. “As pessoas ficaram temerosas de ocorrer algum acidente, vitimando os alunos”, afirmou Rufino.

Reufma e outras casas com problemas

A Reufma, localizada na Rua da Paz, é outra casa que abriga estudantes. Conforme Daniel Fernandes, que é o coordenador de infraestrutura da casa, todos são alunos da Universidade Federal do Maranhão e são selecionados através de processo por força de edital. Para ser atendido, tem que morar em outro município e ter renda per capita de 1,5 salário mínimo, e provar sua condição de vulnerabilidade, não possuir parentes de primeiro grau residentes na capital , estar regularmente matriculado na UFMA, em curso de primeira graduação e não estar matriculado em outa instituição de ensino superior.

Na Rua São Pantaleão tem uma casa abrigo de estudantes. É a Casa de Estudantes Universitários do Maranhão – Ceuma, que até 2014 foi mantida pela Univesidade Federal do Maranhão, inclusive com alimentação para os seus abrigados. Mas com a instalação de uma Casa de Estudantes no Campus do Bacanga, os estudantes foram transferidos e ali permanecem até agora, apesar de ter havido uma manifestação para que as instalações fossem transferidas para outro organismo da universidade, o que deu origem a protestos e os estudantes continuaram morando ali. 

Outra casa de estudantes tradicional que prestou bons serviços aos estudantes oriundo do interior do estado foi o Centro Guaxenduba, localizado na Rua de Nazaré. Consta que o prédio foi tombado e deixou de prestar abrigo aos estudantes interioranos. Por ali passaram pessoas ilustres que progrediram na vida como profissionais liberais, advogados e até desembargadores.

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