MANIFESTAÇÃO

Paralisação na educação: manifestantes protestam contra cortes em São Luís

Munidos de faixas e cartazes com frases contra as medidas anunciadas pelo governo para a educação

Reprodução

Milhares de estudantes e professores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) foram às ruas do centro de São Luís nesta quarta-feira, 15, para protestar contra o corte orçamentário anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) em abril.

Munidos de faixas e cartazes com frases contra as medidas anunciadas pelo governo para a educação, os participantes também manifestaram contra a declaração do presidente Jair Bolsonaro que chamou os manifestantes de “idiotas úteis” e “massa de manobra”.

Veja também: GALERIA: Fotos da Manifestação do estudantes em São Luís

A manifestação percorreu alguns pontos da região central da cidade. A concentração ocorreu por volta das 15h na Praça Deodoro, em direção a Praça Maria Aragão. Em seguida alunos e professores seguiram até a Praça dos Catraieiros, na Beira Mar. Segundo a organização do evento, cerca de 20 mil pessoas estiveram presentes no ato. Já a Polícia Militar contabilizou 5 mil manifestantes.

No começo da manhã, diversos alunos da UFMA e IFMA, pararam suas atividades e realizaram um protesto em frente as respectivas instituições de ensino. A paralisação também ocorreu nos municípios de Balsas, Pinheiro, Santa Inês e Imperatriz.

CORTES

O Ministério da Educação anunciou em abril o bloqueio de recursos em todas as universidades e institutos federais. Desde que assumiu o cargo no início do mês passado, o ministro Weintraub congelou recursos tanto da educação básica quanto das universidades federais. Houve um corte de pelo menos 2,4 bilhões de reais que estavam previstos para investimentos em programas da educação infantil ao ensino médio.

Weintraub também declarou um corte de 30% no orçamento de universidades federais que promovessem “balbúrdia” e tivessem desempenho acadêmico abaixo do esperado.

Além do corte no repasse para as federais, mais de 3 mil bolsas para estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também foram suspensas. 

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