RIO DAS BICAS

Desenvolvimento e sustentabilidade

Órgãos, instituições, grupos ativistas realizam, em todo o mundo, atividades chamando a atenção para a proteção e preservação da água. São Luís não fica de fora

Reprodução

Um abraço simbólico ao Rio das Bicas marca hoje o Dia Mundial da Água em São Luís. Desde o início da semana estão sendo realizadas atividades, tanta na esfera pública, quanto de iniciativa particular, chamando atenção para conscientização da preservação da água.

O ponto de encontro para a visita técnica à nascente do Rio das Bicas será às 8h30, em frente à Fundação Bradesco (Coroadinho), e contará com a presença de profissionais, especialistas no assunto, além de estudantes, ativistas, população em geral. O evento integra as atividades do Projeto Bicas do Saber, executado pela Sociedade Maranhense de Defesa da Natureza, com a parceria da Defensoria Pública, do Fundo Ambiental Casa, da Casa Cidade, do Fundo Socioambiental da Caixa, da OAK Foundation, da Caema, Ibama, Governo do Estado, da Agregar Ambiental,  Projeto Respiração, e terá representantes dessas instituições.

Em painel realizado na última quarta-feira, na Defensoria Pública Estadual, a  Sociedade Maranhense de Defesa à Natureza (Somadena) deu continuidade  ao Projeto Bicas do Saber, que tem o propósito de levar conhecimento à população sobre a importância do rio, além de fazer uma análise socioambiental. “Infelizmente as pessoas desconhecem esse recurso natural, maltrata, não tem a noção de preservar.

Então, nesse projeto a gente quer levar a sabedoria da importância desses recursos hídricos, através da educação ambiental. Além disso, o projeto prevê um diagnóstico do rio. No relatório que apresentaremos ao final do projeto, teremos as informações técnicas, feitas por especialistas e parceiros,  e um mapeamento hídrico identificando o que tem e o que precisa ser preservado”, afirma José Machado, presidente da Somadena.

Rio das Bicas II

O rio tem uma extensão de 14 km², nasce no bairro do Coroadinho e desemboca no Rio Bacanga. A população localizada no entorno do rio é de aproximadamente 76.127 mil habitantes, distribuídos nos bairros: Parque Amazonas, Bairro de Fátima, Coroado, Pindorama, Parque dos Nobres, Parque Timbira, Coroadinho, entre outros.

Até a década de 1980, o Rio era referência em subsistência para a população local, que obtinha o seu sustento da pesca e da retirada de caranguejo. Com o crescimento populacional desordenado e construções irregulares no entorno, ocorreu também descarte irregular de lixo no local, nas suas margens, além de esgotos provenientes de área comercial e de atividades públicas, levando a uma série de prejuízos à natureza.

Constantemente a Prefeitura de São Luís faz limpeza e desobstrução em pontos considerados críticos do canal que cobre parte da extensão da bacia do Rio, para evitar ocorrências de inundações de terrenos e moradias do Coroado e do Polo Coroadinho. Também faz fiscalização para identificar construções irregulares no entorno do canal do Rio, o que acaba prejudicando o manejo hidráulico da bacia.

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