COMPLEXO DEODORO

Bustos fazem parte da história da Praça do Pantheon

Inauguração oficial do Complexo Deodoro será no sábado, dia 22, mas populares já estão encantados, a exemplo da volta dos bustos de personalidades depois de 11 anos

Reprodução

Eu trabalho ali em frente, na Bibliteca Pública, e sentia um vazio quando passava ali todos os dias, mas agora, não. Agora sinto que meu avô está presente sempre”. O depoimento emocionado é do funcionário público Luiz Ricardo Cardoso Teles, ao falar do busto do avô, Clodoaldo Coelho Cardoso, uma das 18 esculturas que retornaram à Praça do Pantheon, depois de 11 anos.

Os bustos sempre foram referência da Praça, que compõe agora o Complexo Deodoro. Totalmente reformado, urbanizado e requalificado, vai ser entregue oficialmente à população no sábado, 22. As esculturas que homenageiam grandes personalidades maranhenses das artes e das letras voltaram ao espaço público e atendem a um clamor da sociedade que sempre pedia a volta deles.

“Acho um reconhecimento dessas pessoas ilustres que fazem parte da história do Maranhão, assim como o meu avô, eu acho que São Luís merecia que eles voltassem para seus lugares, porque, afinal de contas, a Praça Deodoro não era a mesma sem eles. Eu estou muito feliz e com certeza estarei na inauguração junto com outros membros da família do meu avô”, disse Ricardo Teles.

Clodoaldo Cardoso teve 6 filhos: 5 mulheres e 1 homem. Ricardo é filho de Dona Edmee Cardoso Teles, já falecida, e é o mais novo dos sete netos de Clodoaldo Cardoso.

Clodoaldo nasceu em Barra do Corda (MA), em 1894 e faleceu em 1969. Foi poeta, advogado, funcionário da Fazenda Estadual, coletor de rendas, sócio correspondente da Academia Fluminense de Letras, membro fundador da Academia Maranhense de Letras e foi o responsável, segundo Ricardo Teles, por conseguir a doação do prédio onde a AML está sediada.

Os bustos foram retirados do local em 2007 após ações de vândalos. Durante esse tempo ficaram no Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM), onde foram restaurados e higienizados.

Desde 1998, os bustos são uma homenagem póstuma oficial e permanente a Clodoaldo Cardoso, Gomes de Sousa, Henriques Leal, Arthur Azevedo, Urbano Santos, Dunshee de Abranches, Nascimento de Morais, Gomes de Castro, Bandeira Tribuzzi, Maria Firmina, Arnaldo de Jesus Ferreira, Ribamar Bogéa, Coelho Neto, Raimundo Corrêa, Raimundo Teixeira, Raimundo Corrêa de Araújo, Silva Maia e Josué Montello, por sua contribuição às artes no Estado. Forjados em bronze, eles são resistentes ao sol e às chuvas e contam com placas que identificam cada um deles.

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