SÃO LUÍS 407 ANOS

Saiba os significados dos vários nomes de São Luís: da Ilha Magnética à Jamaica Brasileira

Morar em uma ilha como São Luís é um privilégio para poucos. A cidade, que ao longo de sua história ganhou vários apelidos como Ilha Grande, Ilha do Amor, Ilha Rebelde, Ilha Magnética e outros, continua encantando quem conhece esta ilha que traz no seu DNA tantas outras ilhas

Foto: Reprodução

Ilha do Amor, Magnética e Bela

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Benedito Buzar acrescentou também que, com o fim da Ilha Rebelde, despolitizada pelo regime militar, vislumbrava-se um espaço para São Luís conquistar outras qualificações, estas, impregnadas de louvação ao amor e à beleza da cidade. “Aproveitam-se dessa lacuna os cantores e compositores maranhenses João Sá ou Claudio Fontana, César Nascimento e Carlinhos Veloz”, disse Buzar.

Essa apologia musical a São Luís nasce e vinga entre os anos 1970 e 1990. Claudio Fontana, que morava em São Paulo, saiu na frente com uma declaração de amor à terra em que nasceu e se criou. Com letra e música de sua autoria, lança a canção intitulada Ilha do Amor, cujo estribilho caiu na boca do povo de modo impressionante: “Quero voltar, quero voltar para São Luís/Ilha do amor onde eu nasci/ onde em criança eu fui feliz”, cantou saudoso Fontana.

Buzar afirma ainda que, nesse mesmo caminho, veio César Nascimento, com residência em Petrópolis, Rio de Janeiro, que dedica a São Luís uma gostosa melodia, intitulada Ilha Magnética. Uma canção de endeusamento à cidade onde o amor e a natureza se misturam em versos como estes: “Ponta D’Areia, Olho D’Água, Araçagi/ Mesmo estando na Raposa/ Eu sempre vou ouvir/ A natureza me falando que o amor nasceu aqui”, diz a composição de César Nascimento.

O imortal lembrou ainda que, explorando a mesma temática, Carlinhos Veloz, cantor e compositor de Imperatriz, presenteia São Luís com a canção denominada Ilha Bela, na qual ressalta a beleza da cidade e o que ela tem de pujante – sua história e seu tropicalismo, que se manifestam nos casarões seculares, no clima e na sensualidade da dança e da música. De acordo com Benedito Buzar, quem ouve a música de Carlinhos se encanta com estes versos: “Quero juçara que é fruta rara, lambuza a cara e lembra você/ E a catuaba pela calçada na madrugada até o amanhecer/ Na lua cheia, Ponta D’Areia, minha sereia dança feliz/ E brilham sobrados, brilham telhados da minha linda São Luís”, enaltece a ilha Veloz.

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