TERESINA

Médico preso na Operação Pegadores é encontrado morto em Teresina

Mariano de Castro e Silva é apontado pela PF como operador de um esquema de saúde. O médico era chefe do SAMU, em Coroatá, e assessor da Secretaria de Estado da Saúde (SES)

Foi encontrado morto na noite desta quinta-feira, 12, o médico Mariano de Castro e Silva, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador de um esquema da Saúde no Maranhão. Ele cumpria prisão domiciliar em Teresina (PI), no bairro Ininga, em seu apartamento.

Mariano de Castro era chefe do Serviço de Atendimento de Urgência (SAMU), em Coroatá, e assessor da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O médico foi preso durante Operação Pegadores, a quinta fase da Operação Sermão dos Peixes, da PF, e estava preso há dois meses em sua residência.

Em nota, a SES lamentou a morte de Mariano de Castro e Silva e se solidarizou com familiares e amigos do médico. Lamentou, ainda, que ele “seja mais uma vítima do período absolutamente autoritário que vive o Brasil, com restrição de direitos, presunção de culpa e ofensa a preceitos fundamentais da nossa Constituição”. Leia a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) lamenta a trágica perda do médico Mariano de Castro e Silva, e se solidariza aos familiares e amigos deste profissional.

A secretaira lamenta, ainda, que o médico Mariano de Castro e Silva seja mais uma vítima do período absolutamente autoritário que vive o Brasil, com restrição de direitos, presunção de culpa e ofensa a preceitos fundamentais da nossa Constituição.

Neste momento delicado, a SES reforça seu papel de defesa irrestrita do sistema de Justiça, no combatea todo e qualquer tipo de arbitrariedade.

A SES também repudia a postura adotada por alguns blogs maranhenses, que nesta hora de profunda dor, onde se exige o mínimo de humanidade e compaixão, produzem conteúdo sem o mínimo de ética e respeito.

Saiba mais sobre a Operação Pegadores

No dia 16 de novembro do ano passado, a Polícia Federal realizou a Operação Pegadores, que investiga fraudes na Saúde do Estado. Equipe com 130 policiais cumpriram 45 mandados contra empresários, servidores públicos e funcionários de empresas que prestaram serviços a hospitais do Estado. Mandados foram cumpridos em São Luís, Imperatriz e Coroatá. No total foram 17 mandados de prisão temporária e 28 de busca e apreensão.

A Pegadores é uma fase de investigação maior iniciada em outra operação, a Sermão dos Peixes, que começou em 2012, ainda na gestão da ex-governadora Roseana Sarney. Na época, foram coletados indícios de irregularidades que, segundo a Polícia federal, continuaram a ocorrer na atual gestão, do governador Flávio Dino.

Em 2015, um novo inquérito foi instaurado e há um ano a PF investiga os crimes ocorridos entre janeiro e setembro de 2015. Segundo o delegado e coordenador da operação Wedson Cajé Lopes, o Governo do Maranhão não tinha ciência do andamento da operação, que até então estava em sua fase velada e a partir de agora iniciarão a segunda etapa, com o depoimento dos acusados.

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