ULTRAPASSANDO BARREIRAS

Mulheres quebram preconceito na área de logística

A área de logística é um segmento empresarial em que sua maioria é comandada por profissionais do sexo masculino. Mas este cenário vem mudando e quebrando paradigmas

Foto: Reprodução

A área de logística é um segmento empresarial em que sua maioria é comandada por profissionais do sexo masculino. Mas, com o passar dos anos, este cenário vem mudando e quebrando paradigmas e preconceitos com a presença da mulher. No Maranhão, uma das empresas que têm valorizado a participação feminina é a VLI, empresa de soluções logísticas que integra portos, ferrovias e terminais. Dos empregados  trabalhando nos 720km que compreendem a Ferrovia Norte-Sul,  trecho localizado entre o Maranhão e Tocantins, boa parte desse contingente é formada por mulheres que aceitaram os desafios de atuar nas áreas de portos, marítima e de ferrovia, onde, historicamente, as atividades eram realizadas por homens. A presença feminina vem mudando o perfil desse ambiente a passos largos, e várias delas já ocupam cargos desafiadores nas diversas frentes de atuação da empresa.

Um exemplo é a operadora do Centro de Controle Operacional da VLI, Wilciane Gonçalves. Ela é a primeira mulher na VLI a assumir o cargo, no Terminal Portuário de São Luís. A sua atividade consiste em controlar o fluxo de todas as cargas transportadas pela VLI, “desde o descarregamento da carga, o armazenamento e o embarque da carga no navio“, explica.  Ela conta que, quando chegou na VLI, tentou trabalhar na área administrativa, mas não deu conta, pelas características do trabalho, “muito calmo”, disse. Então, partiu para um trabalho mais ousado, operando um carregador de navio, equipamento de 40 metros de altura que movimenta cargas até o porão do navio. Por lá, ficou quatro anos, até o momento em que a gravidez do seu primeiro filho indicou risco, por conta da atividade.

Sobre os desafios entre os gêneros, ela percebeu que na VLI não tinha muita diferenciação entre mulheres e homens. “As diferenças são de competências, então, isso torna o trabalho mais fácil. Dentro da VLI, é bem mais fácil para mulher trabalhar. Aqui, meu desafio diário é desenvolver formas de trabalhar com excelência, contribuindo com o resultado do negócio de forma sustentável e segura”, garante.

Sobre sua carreira dentro da empresa, ela diz que a expectativa é sempre dar um passo a mais. “Eu acho que as oportunidades vão surgir à medida que você vai se capacitando. Não depende de ser homem ou mulher, depende de você estar preparado, pois nós estamos numa empresa muito inclusiva, onde jovens, mulheres, homossexuais, negros, não faz diferença alguma. As nossas diferenças são por competências”, destaca.

Já a operadora do Terminal Integrador de Palmeirante, Jeene, de  34 anos, soube aproveitar as oportunidades oferecidas. Em 2015, ela participou do curso de formação de operadores e há seis meses foi selecionada para a vaga. “Hoje estou no meu primeiro cargo na empresa, mas tive muitos desafios para chegar até aqui. Para o futuro, eu pretendo me capacitar mais e focar em um curso superior para que eu possa crescer na companhia”, adiantou ela.

Sobre a VLI

A VLI tem o compromisso de apoiar a transformação da logística no país, por meio da integração de serviços em portos, ferrovias e terminais. A empresa engloba as ferrovias Norte-Sul (FNS) e Centro-Atlântica (FCA), além de terminais intermodais, que unem o carregamento e o descarregamento de produtos ao transporte ferroviário, e terminais portuários situados em eixos estratégicos da costa brasileira, tais como Santos (SP), São Luís (MA) e Vitória (ES). Escolhida como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar pela revista Você S/A, a VLI transporta as riquezas do Brasil por rotas que passam pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

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