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Governo estabelece meta de 0,5% para corte de emissões no setor de gás natural

Medida busca equilibrar viabilidade técnica e incentivar o avanço do mercado de biometano no país

MME aprova enquadramento de projeto de gás  canalizado no REIDI. (Foto: Divulgação/MME)
MME aprova enquadramento de projeto de gás canalizado no REIDI. (Foto: Divulgação/MME)

Produtores e importadores de gás natural terão que reduzir, ainda em 2026, pelo menos 0,5% das emissões de gases de efeito estufa. A meta foi definida nesta quarta-feira (1º) pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a decisão levou em conta o atual cenário de oferta e demanda de biometano no país. A avaliação dos conselheiros apontou que o percentual de 0,5% é o mais adequado neste momento, por conciliar viabilidade técnica, segurança regulatória e estímulo ao crescimento do setor.

Além da meta, o CNPE aprovou a criação da Mesa de Monitoramento do Mercado de Biometano, que funcionará no âmbito do Comitê Técnico do Combustível do Futuro (CTP-CF). A iniciativa terá como objetivo acompanhar a evolução da produção e do uso do biometano no Brasil.

A expectativa do governo é que o monitoramento permita, futuramente, retomar a meta inicial prevista na Lei do Combustível do Futuro, que estabelece redução mínima de 1% nas emissões. A legislação, no entanto, autoriza o CNPE a definir índices menores em situações excepcionais, como limitações na oferta do biocombustível ou impactos econômicos relevantes.

O conselho também definiu que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deverá adotar medidas para ampliar a transparência dos dados do mercado de biometano, contribuindo com as atividades da nova mesa de monitoramento.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a fixação da meta representa um avanço estratégico para o setor energético. Segundo ele, a medida cria um ambiente mais previsível para investimentos e fortalece o papel do biometano na redução das emissões.

“O estabelecimento de uma meta clara sinaliza ao mercado e favorece o desenvolvimento do biometano como alternativa sustentável, sem comprometer a segurança energética e a competitividade da indústria”, afirmou o ministro.

Com propriedades semelhantes às do gás natural de origem fóssil, o biometano pode ser utilizado em diferentes segmentos, como transporte, indústria e geração de energia distribuída. Apesar da participação ainda limitada na matriz energética brasileira, o potencial de expansão é considerado elevado.

Atualmente, o país conta com 19 plantas autorizadas para produção de biometano pela ANP, além de outras 37 em processo de autorização, indicando um cenário de crescimento para esse segmento ligado à transição energética e à descarbonização.

*Fonte: Agência Brasil