Brasil · “inaceitável”

Flávio Bolsonaro critica posição do governo sobre ataques ao Irã

Senador afirma que nota do Itamaraty coloca o Brasil “do lado errado” do conflito envolvendo EUA e Israel

(Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
(Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou neste sábado (28/2) sobre os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O parlamentar classificou como “inaceitável” a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que condenou as ações militares e expressou “grave preocupação” com a escalada do conflito.

Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que, ao adotar uma postura que considera de apoio político a Teerã, o Brasil estaria se alinhando de forma equivocada em um cenário internacional delicado. “Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”, escreveu.

O senador também declarou que o país não deve se envolver em disputas regionais nas quais não possui participação direta, nem assumir protagonismo em conflitos externos. Segundo ele, o Brasil não deveria escolher o lado “moralmente errado” ao se posicionar sobre crises internacionais.

Na avaliação de Flávio, o posicionamento do governo acaba por legitimar o regime iraniano, que, segundo ele, financia e apoia organizações terroristas e promove instabilidade em diferentes regiões, além de representar ameaça a países considerados parceiros estratégicos do Brasil.

Nota do governo brasileiro

Em comunicado oficial, o governo brasileiro condenou os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã e defendeu a retomada do diálogo entre as partes como forma de evitar a ampliação das hostilidades.

Na nota, o Itamaraty pediu que os envolvidos respeitem o direito internacional e exerçam “máxima contenção”, com o objetivo de impedir a escalada do conflito e garantir a proteção de civis e de infraestruturas essenciais.

*Fonte: Correio Braziliense