Brasil · fiscalização

Aged autua fazenda em Balsas por descumprir período do vazio sanitário do algodão

A propriedade tem o prazo de 30 dias para realizar a destruição total das plantas, sob pena de multa

(Foto: O Imparcial)
(Foto: O Imparcial)

Durante as fiscalizações do período do vazio sanitário do algodão, a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) autuou uma fazenda localizada na região dos Gerais de Balsas por manter diversos talhões com plantas vivas da cultura, o que é proibido nesta época do ano devido à praga do bicudo-do-algodoeiro.

A propriedade tem o prazo de 30 dias para realizar a destruição total das plantas, sob pena de multa. O vazio sanitário teve início em 1º de outubro e segue até 30 de novembro, período em que é obrigatória a eliminação de todas as plantas vivas de algodão, com exceção das áreas destinadas à pesquisa devidamente autorizadas.

Ao todo, 33 mil hectares de áreas de cultivo estão sendo fiscalizados em todo o Maranhão. O objetivo é interromper o ciclo de vida do bicudo, considerada a principal praga da cotonicultura, prevenindo sua proliferação e garantindo uma safra mais produtiva e saudável nas próximas temporadas.

A Associação Maranhense dos Produtores de Algodão (AMAPA) atua em parceria com os órgãos fiscalizadores para assegurar o cumprimento das normas e reforçar as orientações aos produtores.

O sul do Maranhão, especialmente o município de Balsas, é uma das regiões mais produtivas do estado e referência em agricultura mecanizada, com destaque para o cultivo de soja, milho, sorgo e, mais recentemente, algodão, cultura que tem se expandido rapidamente e ganhado relevância econômica.

Cumprir as determinações do vazio sanitário é uma ação essencial e conjunta entre produtores e autoridades. Essa medida fortalece o agronegócio regional, protege o desenvolvimento da cotonicultura maranhense e contribui para lavouras mais produtivas, seguras e sustentáveis.

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