O crescente agravamento dos fatos geológicos e políticos, nos dias de hoje, obriga-me a que, reflexamente, ocupe o leitor com pensamentos tão graves quanto sérios.
A ação dos homens no campo social ou político, tem-se como tão imprevisível (quem diria!) na justa medida em que imprevisíveis são os fenômenos da natureza. Há quem diga, mesmo, que o fator surpresa, por incrível que possa parecer, menos ocorre no campo telúrico/cósmico até onde a ciência, em seu empirismo, tenha condições de dar a tais fenômenos uma certa previsibilidade ainda que plena de incertezas e potencialidades.
A referente conferência mundial, em Paris, sobre o clima, e uma leitura agora terminada, levaram-me a estas reflexões que me sinto no dever de compartilhar com o sempre paciente leitor.
Enquanto os arautos do aquecimento global, causado pelo homem, continuam a divulgar sua tese (que muitos cientistas acusam de fraudulenta), as condições climáticas gerais vão revelando fatos algo indagadores e inexplicáveis. Como justificar, assim, as temperaturas universais nos últimos 17 anos, estáveis, ou que os oceanos não tenham subido em proporção ao alegado derretimento das calotas polares?! Neste particular, ao contrário, a glaciação crescente nos polos tem aumentado além do previsível, principalmente na Antártida. Esse fato se opõe à tese dos teóricos do aquecimento global e por isso é sonegada à opinião midiática.
Adverte um livro, sério, de divulgação científica que, a continuar nesse ritmo o acúmulo de gelo no polo sul, e em breve teremos uma cobertura de mais de onze milhões de quilômetros cúbicos de gelo, pesando uns estimados 19 quatrilhões de toneladas (o número 19 seguido de 15 zeros). Adverte mais que esse peso desmensurado e excedente poderia perigosamente concorrer para influenciar no equilíbrio do eixo geomagnético do planeta. É que o período cíclico da última inversão, de 12.400 anos, deveria findar-se por volta do ano já próximo de 2.030. São apenas 15 anos, menos que uma geração!
Aí, sim, coisas extraordinárias no clima poderão ocorrer. E seriam nada agradáveis. A conferir, o livro lido chama-se “As Digitais dos Deuses”, de Graham Hancock, ed. Record.
Vamos agora à previsão política. E esta é uma receita, infalível, para que a senhora Dilma se transforme em heroína nacional, salvando sua pele e entrando para a história como notável estadista. Basta seguir este itinerário, nada modesto bem sei, mas à altura da sublimidade da empresa:
1o) Em caráter reservado, consultar a Casa Imperial brasileira (que ainda existe) se aceitaria envolver-se na restauração da monarquia constitucional no Brasil. O recesso do Congresso daria tempo para as necessárias articulações.
2o) Havendo aceite, convocar ao Planalto todos os presidentes de partidos com representação parlamentar.
3º) Aí então a Presidente proporia à Nação o grande pacto salvífico: estaria disposta a renunciar ao poder se em contrapartida todos os partidos, à unanimidade, aprovassem de imediato a necessária emenda constitucional instituidora da Monarquia parlamentarista.
4º) Um Gabinete provisório cuidaria do ajuste fiscal até às eleições gerais que seriam convocadas logo para 2016.
É Natal. Não custa sonhar! A proposta poderia ser recusada, mas que seria a sagração de Dilma como a mãe da democracia brasileira, isso seria.