PROTESTO

Manifestantes protestam a favor da Lava-Jato em frente à PF de São Luís

Cerca de 50 pessoas de movimentos maranhenses de direita estiveram presentes no ato. As reivindicações também giram em torno da CPI do Lava Toga e do impeachment de Ministros

Foto: Renan Amorim Cavalcante

Na manhã deste domingo (7), cerca de 50 manifestantes de movimentos de direita do Maranhão se reuniram em frente à Polícia Federal, na Cohama, para protestar contra alguns membros e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). O protesto iniciou às 9h e teve fim por volta das 11h.

As reivindicações da manifestação giram em torno da defesa da Lava-Jato, da CPI do Lava Toga, do impeachment de Gilmar Mendes e pela nomeação de soldados da Polícia Militar do Maranhão.

“O objetivo mais importante é que o STF, aparelhado como está, não está permitindo que o povo tenha a sua vontade soberana respeitada”, explica um dos líderes do EnDireita Maranhão, Coronel Monteiro. “Nossa luta não é contra o STF, e sim contra alguns Ministros que não estão honrando a toga que vestem”, completa, fazendo referência aos Ministro Toffoli, Lewandovski e Gilmar Mendes.

“O STF precisa voltar a cumprir sua função de ser guardião da Constituição”, defende o Presidente do Círculo Monárquico do Maranhão, Melhem Saad. O monarquista diz que as constantes modificações da jurisprudência, como as PECs, causam uma instabilidade pública.

“A gente não sabe quem vai ser preso amanhã, quem não vai ser preso”, discorre. “Na questão da prisão na segunda instância: antes não podia prender. Depois, passaram a prender. (…) Agora, estão querendo mudar para tirar. Isso faz com que o nosso povo fique sem saber o que vai acontecer amanhã”, conclui Saad.

Estiveram presentes membros dos movimentos EnDireita Maranhão, Círculo Monárquico, União da Direita do Maranhão (UDM), Partido Social Liberal (PSL), Vem Pra Rua e Avança Maranhão.

Pela prisão em segunda instância

Na última terça-feira (2), o Presidente do STF, Ministro Dias Toffoli, atendeu ao pedido a OAB de adiar o julgamento sobre prisões em segunda instância. Uma nova data ainda não foi definida.

Caso a decisão do Supremo fosse contrária à prisão em segunda instância, um passo a mais em direção à liberdade do ex-presidente Lula seria tomado. O petista foi preso em abril do ano passado, acusado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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