CORONAVÍRUS

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SAÚDE

Mudanças climáticas aumentam risco de doenças respiratórias

Médico recomenda cuidados preventivos diante da transição climática registrada no mês de maio

Espirros são sinais de infecção por vírus cuja proliferação é comum no período de transição climática (Foto: divulgação)

Quem vive no Maranhão, especialmente no norte do estado, conhece bem essa variação: sol em um dia, chuva no outro. Calor “de rachar” pela manhã e tempo fechado à noite. Essas mudanças bruscas de temperatura ocorrem com maior frequência entre maio e junho, conhecidos como o meses de transição climática no estado, quando o período chuvoso se encerra para dar início ao “verão maranhense”, período marcado pela longa estiagem até o fim do ano.

É nesse momento que, com o sobe e desce de temperatura e a umidade ainda bem mais alta que o registrado no segundo semestre, surgem doenças e complicações respiratórias, como sinusites, pneumonias, além da incidência de gripes e resfriados. Diante da pandemia do novo coronavírus, é preciso se ter ainda mais cuidado com a prevenção desses problemas de saúde já típicos do período. “Mudanças bruscas de temperatura costumam deixar as pessoas com imunidade baixa, o que deixa o organismo vulnerável, aumentando o risco de doenças”, comenta Hélio Palácio, médico clínico geral em São Luís.

Dr Hélio Palácio: clínico geral recomenda hidratação, higiene frequente e alimentação balanceada. Cuidados redobrados com crianças e idosos (Foto: divulgação)

Prevenção

Se não dá para fugir dessas mudanças, o jeito é aprender a lidar com elas. Uma dica importante do médico é ficar vigilante com a hidratação. “Uma boa hidratação, que inclui ingestão de frutas, legumes e verduras com bastante água, é fundamental para melhorar a imunidade, principalmente se o clima estiver seco. Mesmo não sentindo sede, carregue uma garrafinha de água com você e dê pequenos goles de tempos em tempos”, orienta.

Para manter a saúde fortalecida, outra recomendação é a alimentação balanceada, responsável por elevar a imunidade, criando uma barreira contra complicações decorrentes do sobe e desce de temperatura.

Com o atual e necessário isolamento social para evitar o contágio do novo coronavírus, as aglomerações já são evitadas, mas algumas famílias ainda enfrentam outro problema na quarentena: o convívio com muita gente em espaços relativamente pequenos ou até minúsculos, cena comuns nos bairros onde vivem pessoas economicamente menos favorecidas.

Sinusite deve ser tratada com antibiótico (Foto: divulgação)

O ideal, nesses cenários, é manter a ventilação dos ambientes, para que permaneçam arejados. “Lugares fechados e com muitas pessoas favorecem a transmissão de doenças pelo ar e pelo contato”, lembra Hélio Palácio. Como a variação de temperatura já deixa o corpo mais frágil, lugares como esses são propícios para proliferação de vírus e bactérias.

Além disso, essa concentração pode deixar o local abafado demais, causando queda de pressão e mal-estar. Mas, quando o sol aparecer, mantenha as portas e janelas abertas. “Às vezes, por viverem em áreas próximas a córregos, canais ou com esgotos próximos, as pessoas tentam evitar a entrada de insetos em casa deixando-as completamente fechadas. Entretanto, ao impedir a circulação de ar, você favorece a proliferação ou a estagnação de vírus, fungos e bactérias no ambiente. Como eles não são levados pela corrente de ar, acabam ficando concentrados nos cômodos da casa”, alerta.

Idosos e crianças

Quando se trata de mudanças na temperatura e a queda da imunidade, os idosos e as crianças costumam ser os mais afetados. “As mudanças de clima são suficientes para deixarem esses dois públicos mais expostos às doenças que se proliferam com frequência nesse período”, explica o médico, que recomenda cuidados redobrados para pessoas dessas faixas etárias.

“Tanto os idosos quanto as crianças precisam realizar regulamente consultas e check-up médico. Em caso de sintomas insistentes por mais de uma semana, é preciso buscar orientação médica. O diagnóstico precoce é o que pode evitar sérias complicações e salvar”, conclui.

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